quarta-feira, 7 de março de 2012

Museu festeja aniversário com recital para Jenner Augusto

Jenner Augusto por ele mesmo


Próxima sexta, 9/3, a partir das 16 horas, acontece no Museu Histórico de Sergipe a IX Roda de Leitura de São Cristóvão dedicada a Jenner Augusto. O artista plástico contribuiu substancialmente para criação do museu que completou 52 anos na segunda, 5 deste mês. Nascido em Aracaju em 1924, Jenner morou em Rosário, Itabaianinha, Lagarto, Laranjeiras e São Cristóvão antes de migrar para Bahia em 1949. Daí o mundo conheceu a magia e a criatividade do festejado artista sergipano, irmão do jornalista Junot Silveira, outro benfeitor do Museu Histórico de Sergipe, ao lado de José Calasans, e Lauro Barreto Fontes. Convidado pelo Governador Luis Garcia para montar a instituição, seu inestimável contributo consistiu na concepção e montagem da sua exposição inaugural, sala dedicada a Horácio Hora foi uma de suas idéias; para efetivá-la ele mesmo restaurou telas do artista laranjeirense. A pinacoteca foi constituída a partir das doações efetuadas pelos seus amigos Caribé, Inimá de Paula, José Fernandes, Hoald, dentre outros. Não bastasse toda a sua dedicação ao museu que ele morou durante os meses que antecederam a inauguração, Jenner Augusto doou obras significativas da sua lavra, a exemplo de Budião Azul e Cheia. Seu experimentalismo pode ser percebido na sala dedicada a este padrinho do Museu Histórico de Sergipe.

Pela força da sua arte, Jenner cativou admiradores em toda parte. Por isso os contadores que fazem o projeto realizado pela Secretaria Municipal de Cultura de São Cristóvão, em parceria com o Casa do Folclore Zeca de Noberto e Biblioteca Pública Municipal Lourival Baptista e Museu Histórico de Sergipe, divulgarão obras de grandes nomes da literatura brasileira, como Di Cavalcanti, Jorge Amado, Carlos Drummond de Andrade, Vinicius de Morais, Érico Veríssimo, todas dedicadas a Jenner Augusto.

Está previsto ainda exibição da mostra audiovisual “Imagens de Jenner Augusto na poesia de Jorge Amado”, dirigida por Carlos Augusto Brás com a participação especial da poetisa Maria Gloria Santos.

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