Lista de bens culturais e naturais do Brasil reconhecidos Patrimônio da Humanidade pela UNESCO

PATRIMÔNIO HISTÓRICO
1980 - Cidade Histórica de Ouro Preto
1982 - Cidade Histórica de Olinda
1985 - Centro Histórico de Salvador, Bahia
1985 - Santuário de Bom Jesus em Congonhas
1986 - Parque Nacional do Iguaçu
1987 - Brasília
2001 - Centro Histórico da Cidade de Goiás

PATRIMÔNIO NATURAL
1991 - Parque Nacional da Serra da Capivara
1997 - Centro Histórico de São Luís, Maranhão
1999 - Centro Histórico da Cidade de Diamantina
1999 - Costa do Descobrimento – Reserva da Mata Atlântica
1999 - Mata Atlântica – Reservas do Sudeste
2000 - Área de Conservação do Pantanal
2000 - Parque Nacional do Jaú
2001 - Áreas protegidas do Cerrado: Chapada dos Veadeiros e Parque Nacional das Emas
2001 - Ilhas Atlânticas Brasileiras: Reservas de Fernando de Noronha e Atol das Rocas

São Cristóvão mantém candidatura a Patrimônio da Humanidade


No dia 14/02, o arquiteto Marcos Antônio Galvão, coordenador da candidatura de São Cristóvão/SE ao titulo de Patrimônio da Humanidade, apresentou no convento do Carmo da referida cidade para representantes do Governo do Estado, Monumenta, IPHAN, Prefeitura de São Cristóvão e da comunidade o anexo exigido pela comissão de UNESCO que visitou São Cristóvão ano passado. O documento será encaminhado para sede, em Paris, no próximo dia 28, referendando a candidatura da cidade sergipana. Na reunião, o arquiteto mostrou-se satisfeito com o andamento do plano diretor, outro requisito da candidatura, mas ressaltou a importância do empenho das instituições políticas e culturais no cumprimento de suas respectivas obrigações. Também lembrou que em junho a UNESCO julgará a candidatura de São Cristóvão.

Por último, Comissão Pró-candidatura de São Cristóvão a Patrimônio da Humandade formada comprometeu-se a cumprir agenda de atividades para mobilização e divulgação da campanha.

Patrimônio da Humanidade: nota sobre a candidatura

Ainda não foi decidido pela UNESCO o caso da candidatura de São Cristóvão a condição de Patrimônio da Humanidade. As pendências são as seguintes:
a) o funcionamento imediato de um Plano Diretor, o que depende da Prefeitura Municipal de São Cristóvão e do Estado;
b) a candidatura deverá ser formatada para em lugar da Praça São Francisco compreender todo o centro histórico.
A instabilidade no comando do Prefeitura de São Cristóvão pode até perturbar o processo de elaboração e efetivação do Plano Diretor, mas não interfere na decisão da UNESCO.
Nós que participamos da elaboração do documento de inscrição e todos que amamos essa cidade não podemos perder a esperança.

MEMÓRIA E COTIDIANO DA PRAÇA SÃO FRANCISCO*

vista aérea da Praça São Francisco

Por Thiago Fragata*

A antiga São Cristóvão tem configuração urbanística medieval - lembra uma acrópole grega – arquitetada segundo mentalidade de seus benfeitores em duas cidades ou planos: a cidade-alta e a cidade-baixa. A cidade-alta ou centro histórico sediava a estrutura do poder político-judicial e religioso da Capitania de Sergipe D’El Rey, quanto à cidade baixa estava destinada ao comercio e a pesca facultada pelo rio Paramopama, afluente do rio Vaza-barris que constituía principal zona da produção canavieira. Uma e outra cidade aglomerava atores distintos, classes distintas, que em raríssimas ocasiões contracenavam nas praças da urbe secular. No centro encontramos a Praça da Matriz, a Praça do Carmo e a Praça São Francisco. Atento para as praças porque elas testemunharam as batalhas, as solenidades cívicas, os atos religiosos e as festas, de certa forma os momentos mais especiais da vida sancristovense. (continua)


*Artigo faz parte do Dossiê de candidatura da Praça São Francisco a Patrimonio da Humanidade, 2006.

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90 anos do Saci Pererê - Entrevista com o "lobateano de Sergipe"

RESUMO: Thiago Fragata concedeu entrevista para Tatiana Notaro, do Jornal do Commercio, de Recife/PE, em 2007, por ocasião dos 90 anos da estréia do Saci na literatura brasileira.
Qual era a ligação de Lobato com o folclore?
THIAGO FRAGATA -
Em meados do século XIX, o inglês William John Thoms fixou a expressão folk-lore para designar os saberes populares, criando assim um vasto campo de pesquisa a partir do variado acervo do conhecimento popular. Esse variado acervo compreende seres fantásticos, expressões lingüísticas, culinária, danças, estórias, artesanato, etc. O folclore na sua amplitude foi matéria-prima da produção literária de Monteiro Lobato, além das obras estrangeiras a respeito do tema, ele conhecia as contribuições de autores como Pereira da Costa, Melo Morais Filho, Sílvio Romero e João Ribeiro. Depois de escutar os caboclos da sua fazenda no Buquira, passou a desenvolver o tema nas páginas da Revista do Brasil, em 1916. Nacionalista, em 1917 ele questionava a atenção que instituições culturais como o Liceu de Artes e Ofícios concedia aos duendes e seres fantásticos do mundo europeu, sugerindo a incorporação de elementos da mitologia brasílica. Depois de realizar enquête no Jornal O Estado de São Paulo que possibilitou a ele juntar informações de várias partes sobre o negrinho peralta que guinchava pelas matas, Lobato organizou concurso de artes plásticas favoreceu a fixação de uma imagem do Saci. Com esse farto material publica seu primeiro livro ainda em 1917, intitulado Saci-Pererê: resultado de um inquérito. Nesse primeiro momento constatamos o contato dele com o lendário Saci e seu tino de folclorista.
(CONTINUA)

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COMO PARTICIPAR DA RIFA EM PROL DA ABERTURA DO ATELIÊ FRAGATA EM LAGARTO/SE?

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