PADRE CARMELO: VIDA E ALGUMAS OBRAS

 

PADRE CARMELO 

imagem restaurada com CHATGPT 


 

Thiago Fragata*

 
Antônio Carmelo, filho de Maximiano Teixeira de Jesus e Januária Carolina de Jesus, nasceu em 9 de fevereiro de 1870, na cidade de São Cristóvão, onde cursou Humanidades. Seguiu carreira religiosa, foi seminarista na Bahia. Consolidado o presbiterato, assumiu a paróquia de Nossa Senhora da Conceição do Mundo Novo, do Rio de Janeiro. Em dezembro de 1897, transferiu-se para São Paulo para reger a freguesia de Nossa Senhora das Dores de Fartura e, consequentemente, exercer a intendência municipal. Expirado o mandato, retornou ao Rio de Janeiro com o fito de consagrar-se ao magistério secundário, quando fundou o Externato Atheneu Guanabara. O pendor ao magistério levou o religioso a prestar dois concursos visando docência no Instituto Benjamim Constant, falhando no intento apesar das boas notas. Em 1907 inaugurou Colégio Boa Vista, no Alto da Tijuca, ofertando vagas para internato e externato. (1)

Apesar da distância, o padre Antônio Carmelo manteve um vínculo permanente com o torrão natal, nisso a produção literária fala por si. Dentre os textos de jornais e opúsculos, quatro livros se destacam. Um é a síntese biográfica Olímpio Campos perante a História (1910), em que o autor descreve a vida, a trajetória política, o assassinato e as homenagens póstumas ao seu companheiro de batina. (2) Embora os órfãos de Fausto Cardoso, também assassinado em 1906, tenham arquitetado a vindita contra Olímpio Campos, os parentes e amigos do padre morto advogam sua inocência, apelando ao futuro o esclarecimento dos fatos. Carmelo, a propósito, delega aos “historiadores a apuração da verdade” (3)

Aspectos da infância em São Cristóvão e da vida no Seminário de Ciências Teológicas estão em Impressões e Saudades (1912), seu livro de memórias. Aí relembra seu embarque emocionante no vapor Minúsculo Transatlântico que o conduziria à Bahia aos 15 anos. Testemunha a monotonia das aulas e as estripulias da vida no Convento Santa Teresa: o jogo de fino, fuga para as festas de São João e o desaparecimento do vinho da adega conventual. Apesar dos castigos da sua experiência monacal, Carmelo reconhece no padre sergipano José Paes de Azevedo um vice-reitor competente.

Haja Homens (1918) é obra traduzida. Sob o título original “Il nous fout des Homme” a mesma foi escrita pelo francês Felix Antoine Philibert (Dopanloup), alguns anos antes da Guerra Franco-prussiana (1870-1871). A obra de Carmelo é dedicada a D. Pedro II. No prefácio, ele apresenta e justifica a genialidade de intelectuais e artistas brasileiros enquanto fruto da qualidade das instituições educacionais do período monárquico. O cerne da obra mostra como as experiências educacionais do século das revoluções burguesas (XVIII) aceleraram o progresso da humanidade.

A questão de limites territoriais entre Sergipe e Bahia desenrolou-se entre o final do século XIX e início do XX, envolvendo grande parte da intelectualidade dos Estados litigantes. A contribuição de Carmelo foi publicada com o título Aspectos Sergipenses: limites, terras, indígenas (1918). Além de tratar da espinhosa questão territorial com a Bahia, ao sul, o autor expõe a querela com Alagoas, ao norte. No segundo capitulo, inicia digressão em que trata de Antônio Conselheiro, da origem, população do Belo Monte e da fatídica Guerra de Canudos (1896-1897). Apesar do juízo negativo sobre o arraial e seu líder, o padre lamenta “o matadouro humano” instalado no sertão baiano pelo Exército republicano.

Resenhada as obras-mestras do padre Carmelo, cumpre voltar à faina da sua atribulada vida. Sem descuidar das obrigações pias, ele manteve fluxo regular de visitas a Sergipe que eram, com o perdão do trocadilho, religiosamente planejadas. Em tempo hábil, conciliava agenda entre a família, os acertos políticos e os eventos cívicos e religiosos. Sua eloquência enredava ainda missas, palestras e animadas tertúlias. Em 1919, o padre Carmelo foi nomeado vigário da freguesia de Campos de Goitacazes do Rio de Janeiro.

Em 1924, quando a Matriz de São Salvador, de Campos dos Goytacazes/RJ, foi elevada à categoria de Catedral, o religioso foi nomeado para a Cúria da mesma. no entanto, em 29 de dezembro de 1927 escreveu uma carta ao Bispo, D. Henrique Mourão, pedindo demissão do cargo da Cúria Diocesana da Catedral, pois discordava da venda da prataria litúrgica. (4)

Infelizmente, ignoramos o ano da morte do padre Carmelo, bem como a estatística da sua produção literária e contribuições na imprensa fluminense, baiana e sergipana.


*Thiago Fragata é professor, historiador e multiartista. Texto integra o inédito Cronicário das memórias - São Cristóvão/SE. Publicado no JORNAL DO DIA Aracaju, 21 julho 2026, p. 2. E-MAIL thiagofragata@gmail.com NOTAS DA PESQUISA: 1 - GUARANÁ, Armindo. Dicionário Bio-bibliographico Sergipano. Rio de Janeiro: Pongetti, 1925, p. 16. Livros comentados estão no acervo do Instituto Histórico e Geográfico de Sergipe (IHGSE); 2 - Em 2005, véspera do centenário da tragédia, o jornalista Luis Antônio Barreto re-editou Olímpio Campos perante a História; 3 - CARMELO, Antônio. Olímpio Campos perante a História. Rio de Janeiro: Oficinas Gráficas Gomes, Irmãos e Cia, 1910, p. 153; 4 - Antônio Carmelo. Blog autores campistas [on line] https://autorescampistas.blogspot.com/2012/05/antonio-carmelo-padre-nasceu-no-dia-9.html, consulta 26/6/2026.

 


 

 

 

RITA CACETE SEGUNDO SEVERIANO CARDOSO

Severiano Cardoso


Thiago Fragata*


Severiano Cardoso (1840/1907) e Manoel dos Passos de Oliveira Teles (1859/1935) escreveram sobre a História e a mitologia folclórica de Sergipe. Infelizmente, não temos obra que revele contribuição deles ao que se convencionou chamar cultura popular, especialmente os contos folclóricos que “romantizaram” ou incrementaram por força da imaginação literária. Eles conheceram São Cristóvão, na segunda metade do século XIX; Manoel dos Passos fixou residência lá. Pesquisaram arquivos e escutaram muitas versões sobre a ex-capital. Não por acaso, Serafim Santiago (1859/1932) recordaria destes intelectuais em seu Anuário Christovense. (1) Tratar do contributo de Severiano Cardoso a lenda de Rita Cacete é o nosso intento.

Um texto de Severiano Cardoso desvela as condições terapêuticas do banho de Rita Cacete, ou seja, dos poderes milagrosos da sua água. O conto foi publicado na edição de 13 de março de 1904, do jornal O Estado de Sergipe. A obra foi republicada no folhetoLendas Sergipanas”, coleção patrocinada pelo governo do Estado, em 1984, omitindo injustamente autoria. Consideramos oportuna sua veiculação, transcrevemos com grafia atualizada:

“A LENDA DE RITA CACETE - É crença popular que no tempo da invasão dos holandeses uma pobre forasteira procurou alívio para suas infelicidades na plaga cristovense. Era, porém, vista entre os próprios colonos portugueses como bruxa ou feiticeira. Tendo uma filha, que era um primor de formosura, saía a esmolar para ela, pelos arredores, arrimada a um bordão, por quase já não poder andar.

Os garotos apupavam-na e enxotavam-na exclamando: daí-te daí, Rita Cacete, fazendo alusão à vara nedosa em que se agüentavam para andar. Ela refugiou-se para o lado das Pedrinhas, e, um dia adoeceu sua linda e interessante filha. Apareceu-lhe a Mãe d’Água, e disse-lhe com pungida do estado da jovem enferma: - Eu curarei tua filha! Anda comigo.

Andaram, e chegando à beira d’uma emsombrada por uma árvore secular, a Mãe d’Água falou: - Imerge-a.

A velhinha obedeceu, e de repente a fonte cobriu-se de alvíssima fumaça. Depois do banho a moça ficou inteiramente curada e voltou-lhe a primitiva beleza em todo seu frescor primaveril. Descobriu-se então a virtude da fonte, aonde entre fumaça, hoje azulada, um bom gênio derrama sobre os que a procuram a carnúpia da saúde”. (2)

Apresentado o conto folclórico, segue rápidas notas exegéticas. O texto foi elaborado a partir de consulta de populares sancristovenses. A velha Rita da estória citada, identificada como forasteira, bruxa e mendicante pelos portugueses, tinha como bem precioso uma filha jovem e bela. Aquela resolveu abrigar-se em Pedrinhas, povoado da cidade, em razão do apelido “Rita Cacete” impingido pelos jovens por causa do cajado. Uma figura deveras conhecida do folclore brasileiro, a Mãe d’água, aparece na vida de Rita Cacete para sanar a doença da sua linda filha, através de um banho nas águas de uma fonte. A saúde é, assim, um estado de graça para o desfecho feliz da estória. Em resumo, podemos segmentar texto em duas partes. A primeira contextualiza e caracteriza os personagens, explicando o porquê do nome Rita Cacete. A segunda localiza a morada, noticia a doença, o agente da cura (Mãe d’Água), a fonte e o tratamento. É possível que a fonte corresponda ao atual balneário de Rita Cacete, embora não caiba alarde sobre os poderes salutares de um simples banho. 

Lamentamos o descaso do poder público em relação aquele balneário que guarda um grande potencial turístico, histórico, natural, mítico. Rogamos a Prefeitura Municipal de São Cristóvão mesma atenção que foi concedida ao Balneário Bica dos Pintos. 

O conto folclórico Rita Cacete foi publicado n’O Estado de Sergipe, em 13 de março de 1904, mas a pesquisa ou o trabalho de campo aconteceu em 1890. Nesse ano, Severiano Cardoso passou uma temporada em São Cristóvão por recomendação médica. Afamada pela qualidade da água e dos ares, a ex-capital recebia “neurastênicos”, como se chamavam trabalhadores extenuados pela rotina, com saúde fragilizada. Ironicamente, o velho professor do Atheneu Sergipense buscava a “carnupia da saúde” que aludiu no seu texto. É o que depreendemos da nota publicada no jornal: “ilustrado professor da nossa Escola Normal já se acha com sua Exma. família nesta capital, de volta de seu passeio de férias à velha e salubérrima cidade de São Cristóvão, com razão considerada o sanatório deste Estado.” (3)

O veraneio em São Cristóvão rendeu uma centena de poesias que o intelectual publicou no jornal O Republicano, da capital Aracaju, no evolver de 1891. Inspirado na lenda de Rita Cacete, produziu três peças literárias a partir da escuta junto aos populares sancristovense lá nas Pedrinhas, atual povoado Rita Cacete.

Alvíssaras! Por iniciativa dos professores Magno Francisco de Jesus Santos e Ane Luíse Silva Mecenas Santos as poesias produzidas da imersão de Severiano Cardoso na urbe quatricentenária serão publicadas, em breve, na coletânea “Uma pétala todas as manhãs: Severiano Cardoso e as poesias melancólicas de uma ex-capital (1891)’, pelo selo da Editora SEDUC. 

Segue trecho da apresentação da obra: “As pétalas cotidianas revelam diferentes tons de São Cristóvão. Ora, o poeta adentrava a névoa do tempo e recuperava personagens de outrora, como um sopro que transmutavam lendárias figuras em vívidas gentes. Ora, o poeta se deslocava pelas ruas e estradas da cidade no tempo presente, revelando o protagonismo de trabalhadores e trabalhadoras, de uma gente que tinha parcos recursos, que labutava na produção de esteiras, abanos, rendas, quitutes e doces. Severiano Cardoso andou e registrou os saberes, os fazeres e os causos dos pobres. Perpetuou em seus sonetos os sabores das guloseimas, as cores das festas, o rebolado das brincantes de samba”. Compartilhamos abaixo umas das peças literárias, da recolha do intelectual estanciano, dedicada a lenda de Rita Cacete: 


LENDA

Foi a Rita Cacete uma velhinha 

Que plantou num brejal uma mangueira, 

O caroço metendo bem na beira

D’uma fonte do sítio da Pedreira... 


Vinha da Europa, à noite, uma rainha 

Banhar-se ali, risonha e prazenteira... 

Vinha nas asas da brisa mais fagueira 

Que o leque do ambiente outrora tinha... 


Não gostava a rainha d’água fria... 

E a mãe Rita, solicita, a aquecia, 

Numa fogueira de pétalas de rosas... 


Eis aí porque banho tem fumaça, 

A água é morna, quando a noite passa, 

E tem o leito pedras preciosas... 



*Thiago Fragata - Historiador, poeta, multiartista. Texto publicado no JORNAL DO DIA, Aracaju, 11 de julho 2026. E-mail: thiagofragata@gmail.com NOTAS DA PESQUISA: 1 - SANTIAGO, Serafim. Anuário Christovense. São Cristóvão: Editora UFS, 2009; 2 - CARDOSO, Severiano. Rita Cacete. O Estado de Sergipe. Aracaju, 13 de março de 1904; GOVERNO DO ESTADO DE SERGIPE. Rita Cacete. In: Lendas sergipanas. 2a. ed. Aracaju, ano I, n. 1, jul. 1984, p. 11-12; 3 - O Republicano. Aracaju, 1891, p. 2.

 


 


E OS FOGOS BARULHENTOS, HEIN?


Pingo, 14 anos, treme e chora com os fogos
                                                                                                                                    

Thiago Fragata*


Na quarta, 20/5, estive no IPES, Lagarto/SE, para consulta rotineira da minha filha autista, 10 anos, com psicólogo. Na recepção aos pacientes, encontrei militares do Corpo de Bombeiros palestrando sobre os cuidados com fogos nos festejos juninos, recordei ter assistido mesma palestra ano passado, focada na prevenção e primeiros socorros. Nos apartes, perguntei acerca da tal proibição de fogos barulhentos prevista para este ano, alardeada pelo Governo do Estado em fevereiro. Palestrante desconversou, alegou que implementação depende de uma ampla campanha de conscientização da população sergipana, bem como de parcerias com os municípios, visando fiscalização. Esse meu texto visa contribuir enquanto autoridades “silenciam” sobre o tema, às vésperas dos festejos juninos.

Relembrando, a lei Estadual nº 9.729/2025 sancionada em 26 de agosto de 2025 proíbe a utilização de fogos de artifício com efeitos sonoros. Essa legislação, entrou em vigor em 1º. de fevereiro do corrente ano, visando reduzir o estresse causado a animais e pessoas sensíveis a barulhos altos. A lei inclui a proibição da queima, soltura e comercialização de fogos barulhentos em todo o estado. Um adendo importante, que inclusive consta na referida lei, “Considera-se como fogos de artifício de estampido ou artefato pirotécnico de efeito sonoro ruidoso, aqueles que emitem som acima de 80 dB (oitenta decibéis) no momento de sua queima e soltura”. O descumprimento dos termos da lei acarretará ao infrator a apreensão dos artefatos, multa e advertência.

A sanção da referida lei é produto de luta, vide antecedentes. A luta em prol dos direitos - direitos negados até hoje! - de autistas, hospitalizados, animais, recém-nascidos, dos vulneráveis, esteve colada ao mandato do Deputado Estadual Georgeo Passos, que criou e defendeu por 5 anos o projeto de lei 406/2021. Paralelo a tudo, tramitaram leis similares em algumas câmaras de vereadores do interior (Socorro, Itabaiana, Gloria, etc) e capital Aracaju, enfim, parlamentares progressistas empunharam a bandeira que levou Sergipe ao comprometimento do Executivo em defender os impactados com a tradição dos fogos barulhentos.

Estamos em um ano de eleições gerais, às vésperas dos festejos juninos e da copa do mundo. O governador Fábio Mitidieri que assinou a lei proibindo fogos barulhentos não pode agora fazer ouvidos moucos e fingir amnesia voluntariosa; se assim procede em nome da festa e tradição que violenta alguns em detrimento da satisfação de uma maioria não é apenas maquiavélico, é um sádico, sente prazer com a dor alheia.

A judicialização em pauta é nacional e foi desencadeado há quase uma década. O projeto de lei 6881/2017, de autoria do deputado Federal Ricardo Izar, defendia proibição de fogos de artifício com estampido (barulho) em todo o território nacional, em áreas públicas ou privadas, abertas ou fechadas. Seu objetivo era proteger animais, idosos, bebês e pessoas com sensibilidade auditiva (como autistas) dos danos sonoros. Atualmente, Goiás, Alagoas e Sergipe destacam-se quanto a aprovação de lei pelo Executivo. No entanto, às vésperas dos festejos juninos o que se observa no “país do forró” é um impasse ou apatia. A lei estadual não foi avalizada pelos poderes públicos municipais, dentro da realidade local quanto a produção e comercialização dos fogos, fiscalização e monitoramento de vendedores formais/clandestinos. No desdobramento disso, todo município deve estabelecer um local específico para brincadeiras tradicionais com fogos, como a silibrina, de Lagarto, por exemplo. Quanto a isso, Estancia saiu na dianteira.

Do Planalto, o Presidente Luiz Inácio Lula da Silva não aprovará decreto relacionado a questão, antes de avaliar o impacto na industria nacional de fogos. É preciso entender como se organiza a cadeia produtiva nacional, se existem ingredientes importados etc. E se a proibição de fogos de artificio não resolver a questão central, visto que a produção e o comercio clandestino vicejam apesar da legislação em vigor? E se o polo industrial de fogos, sediado em Minas Gerais, não sobreviver a nova configuração de mercado ou concorrência de produto estrangeiro pós decreto nacional? De toda sorte, incentivos fiscais constituem quase sempre um curinga diante dos temores que assombram investidores.

Por fim, voltando às palestras do Corpo de Bombeiros de Sergipe sobre cuidados e primeiros socorros aos acidentados com fogos de artifício, elas são importantíssimas por isso carecem atualizações. A lei Estadual nº 9.729/2025 sancionada pelo Governo do Estado, que já encontrou a simpatia da Igreja Católica e outras instituições, deveria constar como informe ao público. A conscientização é processual, assim como todo aprendizado. Desconsiderar isso constitui erro grave, revela descompasso entre vontade e ação. Urge incluir e respeitar os vulneráveis, violentá-los em nome da tradição cultural não tem mais graça. Hoje, toda gestão que se pretende democrática é inclusiva, humanizada.

 

*Thiago Fragata - Pai atípico, historiador, poeta, multiartista. Email: thiagofragata@gmail.com

 


 Texto publicado no JORNAL DO DIA, Aracaju, 9 de junho de 2026

 


 

RECADO 1 - CLUBE DE LEITURA OURIVESARIA DE PALAVRAS (CLOP) - LAGARTO/SE - 26 MAIO 2026

  

Clube de Leitura Ourivesaria de Palavras

Na manhã de sábado, 30/5, acontecerá em Lagarto o primeiro encontro do Clube de Leitura Ourivesaria de Palavras, no Colégio Estadual Silvio Romero. A iniciativa reúne 93 alunos sob a coordenação de 3 agentes culturais experientes no ramo: Thiago Fragata, Renato Araújo e João Paulo Nascimento. Segundo o professor Renato, que também coordena o Clube de Leitura Sementes do Amanhã, o maior do Estado, a inspiração para o nome do novo clube veio da frase de Olavo Bilac “invejo o ourives quando escrevo”; o desafio posto é lapidar jovens leitores do colégio. O livro a ser debatido é Revolução dos Bichos, de George Orwell. Próximos títulos: A hora da estrela, de Clarice Lispector, O médico e o monstro, de Robert Stevenson, O vampiro que descobriu o Brasil, de Ivan Jaff.

Clubes de Leitura são diversos no suporte e na dinâmica

Lagarto endossa estatística do crescimento de clubes de leitura no Brasil. Segundo Thiago Fragata, que recentemente encerrou atividade do Clube de Escuta de Audiolivros de Sergipe (CEASE), “o maior desafio do Clube de Leitura Ourivesaria de Palavras é garantir que o aluno(a) participante, independente da condição financeira e do acervo da biblioteca escolar, acesse um exemplar físico da obra em destaque, o que só é possível com as parcerias”. Os clubes de leitura revelam uma mudança na forma como os brasileiros se relacionam com a literatura, antes solitária, introspectiva, agora marcada pela troca coletiva e pelo compartilhamento de experiências. A dinâmica dos clubes é debater leitura coletiva de obra,  mas isso não é regra geral, no Clube de Leitura Antônio Carlos Viana, de Nossa Senhora da Gloria, por exemplo, fundado em 2018, por Leosmar Simplício, cada leitor(a) fala do último livro que leu.  

Um clube de leitura por escola e o PNLL 2016/2036       

Recentemente, 23/4, numa ação conjunta do Ministério da Cultura e Ministério da Educação foi lançado o Plano Nacional do Livro e da Leitura (PNLL) 2026/2036 com meta de elevar o percentual de leitores no Brasil, de 47 % para 55%.  Sobre o fomento à leitura, um dos 4 eixos estratégicos do plano, é providencial que alguns títulos, - clássicos e/ou destaques da literatura contemporânea -, previamente escolhidos pelos mediadores, cheguem nas escolas, na quantidade satisfatória a natureza do projeto. 

 

 

 

COMO PARTICIPAR DA RIFA EM PROL DA ABERTURA DO ATELIÊ FRAGATA EM LAGARTO/SE?




 COMO PARTICIPAR DA RIFA EM PROL DA ABERTURA DO ATELIÊ FRAGATA EM LAGARTO/SE?
1 - Escola número de 1 a 100, antes confira se tá disponível 
2- Pague na chave-PIX (thiagofragata@gmail.com – José Thiago da Silva Filho)
3 - Envie comprovante para 79996513327 (Thiago Fragata) e seu contato para constar na tabela de controle.
Aguarde dia do sorteio (4 de junho)
Boa sorte!



PADRE CARMELO: VIDA E ALGUMAS OBRAS

  PADRE CARMELO  imagem restaurada com CHATGPT    Thiago Fragata*   Antônio Carmelo, filho de Maximiano Teixeira de Jesus e Januária Carol...