UNIT discute a candidatura da Praça São Francisco

Na última terça-feira, 15/4, a II Semana de Extensão da UNIT foi marcada pela conferência proferida por Marco Antônio Faria Galvão, coordenador da propositura da Praça São Francisco de São Cristóvão a Patrimônio da Humandade. Centenas de estudantes e os docentes do curso de História, Turismo e aréas afins marcaram presença. Leia mais: www.unit.br/ler.asp?id=6814&titulo=noticias

Moção de apoio da Assembléia Legislativa

O Professor Thiago Fragata, coordenador da Comissão Pró-candidatura da Praça São Francisco de São Cristóvão a Patrimônio da Humanidade, ocupou a tribuna da Assembléia Legislativa, na última quinta-feira (3/4), para esclarecer aos deputados e a sociedade sergipana a importância da referida candidatura e o que a vitória representa para o progresso de Sergipe. Na ocasião, fez uma retrospectiva do processo iniciado em 2005, detalhou a proposição de inscrição e solicitou dos parlamentares uma moção de apoio ao pleito internacional. A eleição final está prevista para início de julho, em Quebec, Canadá.
Leia mais:

Pronunciamento do Prof. Iran Barbosa, Deputado Federal, sobre Candidatura da Praça São Francisco

Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, o meu Estado, Sergipe, tem a quarta cidade mais antiga do Brasil: São Cristóvão. Foi a primeira Capital sergipana. Se não bastasse essa importante referência, essa pequena, porém histórica, cidade pode vir a ter, este ano, um de seus espaços reconhecido como Patrimônio Histórico da Humanidade pela UNESCO, Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura. Trata-se da Praça São Francisco, que agrega um belíssimo conjunto arquitetônico, construído no século XVII. Reconhecemos que ele está pouco cuidado em uma parte, e em outra parte está havendo reforma, o que exige muito mais atenção das autoridades e órgãos competentes responsáveis pela preservação do nosso patrimônio histórico. O título que será emitido pela UNESCO está sendo avaliado. O resultado sairá ainda este ano. A beleza do sítio histórico, caros colegas Parlamentares, composto pelo Convento de São Francisco, pelo Palácio Provincial, pela Casa do Ouvidor e por todas as edificações em seu entorno é de beleza singular, encontrada em poucos lugares do mundo, do mesmo período. É de uma beleza realmente indiscutível. Mas, infelizmente, as obras de restauração ainda não finalizadas estão comprometendo aquele belo cenário colonial. A restauração que aquele conjunto arquitetônico vem recebendo caminha de maneira lenta, e deveria ter sido concluída no mês de setembro do ano passado. Todos nós sabemos o peso que tem um título de Patrimônio Histórico da Humanidade, pois incentiva o turismo, fomenta o comércio, gera divisas e traz conseqüente progresso para a cidade contemplada. São Cristóvão nivelará a primeira Capital dos sergipanos a outras grandes cidades do mundo que possuem semelhante título. Mas também é certo que não basta apenas tombar um patrimônio histórico. É necessário, antes de qualquer coisa, zelar por sua preservação e manutenção para fazer jus a tão honroso título.

É preciso acelerar não só a reforma da Praça São Francisco, como também de várias construções históricas de São Cristóvão. Além disso, como bem sugerem moradores e guias turísticos locais, deve haver maior divulgação turística daquele conjunto arquitetônico; melhoramento geral na estrutura da cidade, de restaurantes e de hotéis; e sinalização dos pontos turísticos para receber bem turistas e visitantes.

De acordo com informações que colhemos na imprensa, a Secretaria de Cultura do município está com um trabalho de divulgação já pronto. E uma campanha publicitária, em parceria com a UNESCO e órgãos estaduais, será feita não só na cidade, mas também em âmbito nacional e internacional, para divulgar as potencialidades turísticas de São Cristóvão, o que é bastante bem-vindo.

O mais importante, Sr. Presidente, Sras. e Srs. Parlamentares, é que a cidade sergipana de São Cristóvão, um rico conjunto arquitetônico com mais de 400 anos, merece destaque como Patrimônio Histórico da Humanidade. E que o seja a Praça São Francisco, o que deixará feliz não só o povo daquela cidade, caso o título se concretize, mas também todos os sergipanos. Tal fato pode mudar sensivelmente a vida naquele município. Apesar de toda a riqueza histórica e arquitetônica, ele padece de fraco desenvolvimento econômico e social. O turismo pode ajudar a mudar essa realidade.Sr. Presidente, peço a V.Exa. que autorize a divulgação deste pronunciamento nos meios de comunicação da Casa.

CÂMARA DOS DEPUTADOS - DETAQ
Sessão: 025.2.53.O Hora: 14:20Fase: PE
Orador: IRAN BARBOSA, PT-SE
Data: 04/03/2008

O que tem a Praça São Francisco que faz dela uma forte candidatura ao título de Patrimônio da Humanidade?


A representação do valor cultural em nível universal, que permitirá chancelar sua inscrição na lista dos bens culturais do Patrimônio Mundial, está mais bem fundamentado em dois pontos:

a) O conjunto urbano e os valores culturais da Praça São Francisco, por representarem um dos melhores exemplos de praça européia adaptada a uma cidade colonial nos trópicos, testemunho da estrutura urbana implantada sob os cânones das Ordenações Filipinas, quando estavam Portugal e Espanha sob uma única Coroa. Recuada da costa marítima, com suas relações de comprimento e largura ajustadas ao preconizado na “Lei IX” das Ordenações, bem como as quatro vias secundárias e principais desaguando nos quatro vértices, em tudo relembra o que se recomendava para a Praça Maior. Ali se insere o convento franciscano, similar a seus pares implantados no nordeste brasileiro entre os séculos XVII e XVIII, caracterizados por uma organização espacial adaptada ao clima e à trama urbana. Particularmente, o convento São Francisco por ter sido o único, entre outros conventos franciscanos, a ter no prolongamento de seu adro, uma praça que guarda uma relação marcante com o tecido urbano onde foi implantada com harmoniosa inserção urbana e paisagística no centro histórico.

Único ainda, pois foi enriquecido por um claustro que se mostra uma obra de arte excepcional, no âmbito da arte e da arquitetura barrocas pelo aproveitamento de material da região, o calcário, esculpido com motivos fitomórficos, em parte inspirados na flora tropical. Constituíram exemplos excepcionais da fusão de valores e cultura de povos europeus, indígenas e africanos, materializando uma obra de arte inédita.

b) Pela permanência histórica da Praça São Francisco como local de expressão das manifestações da cultura tradicional e popular. Local do encontro, das celebrações, das representações folclóricas e festas da religiosidade coletiva e das manifestações lúdicas e musicais. Consolidou-se como ponto focal e marco de referência urbana, e conservou-se também como espaço de representação dos poderes religioso e civil. São expressões únicas das culturas material e imaterial convergindo em um único ponto, a Praça São Francisco, testemunho ímpar da história de conquista do território brasileiro.

MANIFESTO PRÓ-CANDIDATURA DA PRAÇA SÃO FRANCISCO DE SÃO CRISTÓVÃO A PATRIMÔNIO DA HUMANIDADE

No mês de junho do corrente ano, em Paris, na França, comissão da UNESCO julgará candidatura para inclusão da Praça São Francisco de São Cristóvão, ex-capital de Sergipe, na lista de Patrimônio Universal da Humanidade. O potencial cultural ostentado pela “quarta cidade mais antiga do Brasil” explica o sucesso alcançado em todas as etapas do pleito iniciado em 2005. Porém, não fosse o bom senso do Governador Marcelo Deda de entender a inscrição feita durante gestão de João Alves Filho, como uma causa nobre, acima das diferenças políticas e importantíssima para o progresso de Sergipe, não teríamos assistido as diversas ações que embalaram o sonho até o presente momento.

Em março de 2006, o arquiteto Marco Antônio Faria Galvão, contratado pelo Governo do Estado, deu início às atividades de elaboração da propositura de São Cristóvão na lista do Patrimônio Universal da Humanidade envolvendo diversos profissionais, intelectuais e artistas sergipanos a partir do apoio da Secretaria de Estado da Infra-estrutura, do Monumenta, do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional e da Prefeitura Municipal de São Cristóvão. Mediante avaliação feita na visita técnica realizada em julho de 2007 pela representante da UNESCO, Dora Aríza Gusmán, e pelo Vice-presidente do Conselho Internacional de Monumentos e Sítios no Brasil (ICOMOS), Eugênio de Ávila Lins, foi elaborado anexo que figura como último pré-requisito para o certame.

Assim, em nome do justo e alvissareiro título pleiteado por São Cristóvão e que beneficiará Sergipe, seja pela sua consagração como rota do turismo nacional e internacional, seja pela atração de parceiros e recursos que um Estado reverenciado com uma cidade Patrimônio da Humanidade enseja, convocamos a todas as autoridades em suas diversas instâncias políticas e jurídicas; convocamos a imprensa falada, escrita e televisada; convocamos os cidadãos dos 75 municípios para juntos abraçarmos essa causa que enobrece a sergipanidade.

COMISSÃO PRÓ-CANDIDATURA DA PRAÇA SÃO FRANCISCO A PATRIMÔNIO UNIVERSAL DA HUMANIDAD

COMO PARTICIPAR DA RIFA EM PROL DA ABERTURA DO ATELIÊ FRAGATA EM LAGARTO/SE?

 COMO PARTICIPAR DA RIFA EM PROL DA ABERTURA DO ATELIÊ FRAGATA EM LAGARTO/SE? 1 - Escola número de 1 a 100, antes confira se tá disponível  ...