VISITA DO EMBAIXADOR DA ÁUSTRIA, QUEIJADA E POESIA

Embaixador da Áustria, Hans-Peter Glanzer (esquerda) visitou o Museu Histórico de Sergipe

Foto: Grazielle Santos (ASCOM-PMSC)


São Cristóvão recebeu na manhã de terça, 7/12, a visita do Embaixador da Áustria no Brasil, Dr. Hans-Peter Glanzer. Ele veio a Sergipe, pela segunda vez, para buscar informações sobre a economia e a infra-estrutura do Estado, além de realizar visitas aos representantes dos poderes constituídos. Na segunda, 6/12, o Embaixador recebeu os cumprimentos do Governador Marcelo Deda, na ex-capital foi ciceroneado por Thiago Fragata, Diretor do Museu Histórico de Sergipe, e Valdione Sá, Secretário de Governo Municipal.

Hans-Peter Glanzer nutria enorme desejo de conhecer a Praça São Francisco, reconhecida Patrimônio da Humanidade pela UNESCO em agosto desse ano. Conheceu os museus, escutou atentamente sobre a história da quarta cidade mais antiga do Brasil e saboreou o doce das queijadas.

Falando em queijada, o sabor de São Cristóvão, encerro com poesia:

DOCE PATRIMÔNIO

Por Aglacy Mary

Noto um sorriso nascendo em meu rosto

Quando escuto a memória dos passos em salto

Sobre as pedras que me levavam

Ao fogão de lenha de Dona Jeninha.

Na esquina, a porta verde de madeira,

Quase sempre aberta,

Mandava transpor uma sala escura

Por onde se anunciavam

Cheiros de uns dias de infância.

A cozinha de uma tia-avó

Parecia renascer ali,

Onde me punha

À espera de uma fornada.

A virtude do convento

E o leve pecado de meu desejo,

Queijada,

Achavam-se no mesmo endereço:

São Cristóvão – Serigy.


Saber mais sobre a visita do Embaixador da Áustria a Sergipe:

http://www.agencia.se.gov.br/noticias/leitura/materia:21029/deda_recebe_visita_do_embaixador_da_austria_hans_peter_glanzer.html

Fonte da poesia:

http://www.orkut.com.br/Main#AlbumZoom?uid=1284023094895945554&pid=1252375870341&aid=1$pid=1252375870341

PREFEITO ALEX ROCHA ASSINA PAC II


Por Grazielle Santos ASCOM/PMSC


Assinado nesta manhã, 06, pelo Prefeito Alex Rocha o protocolo federativo do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC II). Realizada no salão Nobre do Palácio do Planalto, em Brasília, a solenidade contou com a presença do presidente Lula e demais prefeitos de todo o país. As obras do PAC II contemplarão os bairros Jardim Rosa Maria, loteamentos Lauro Rocha e Alto da Divinéia, que receberão as obras de pavimentação, drenagem e calçamento.

Além dessas ações, a cidade patrimônio da humanidade também foi contemplada com a obra de ampliação do sistema de esgotamento sanitário, compreendendo ligações prediais, rede coletora, estações elevatórias, linhas de recalque e ampliação da estação de tratamento de esgoto.

Investimentos
Em Sergipe, os investimentos para as cidades que compõem o Grupo 1 do PAC - capitais, regiões metropolitanas e cidades com mais de 70 mil habitantes - somam R$ 176,4 milhões e contemplam além da quarta cidade mais antiga do país, os municípios de Aracaju, Itabaiana, Lagarto, Nossa Senhora do Socorro.
A seleção alcança projetos de saneamento, habitação, pavimentação e contenção de encostas e áreas de risco e instalação de Unidades Básicas de Saúde (UBS), Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e Praças do PAC, voltadas para as cidades maiores. Os municípios menos populosos terão a seleção de seus projetos anunciada ainda em dezembro.
Nesta primeira fase, Sergipe receberá R$ 160,1 milhões em investimentos em habitação, saneamento, drenagem e pavimentação, além de três Praças do PAC, 19 unidades básicas de saúde e uma unidade de pronto atendimento. Em todo o país, os projetos anunciados pelo Presidente Luiz Inácio Lula da Silva nesta manhã chegam a R$ 18,550 bilhões.

Projetos
Habitação - Obras para urbanização de assentamentos precários e construção de unidades habitacionais do programa Minha Casa, Minha Vida.
Saneamento - Intervenções e obras de abastecimento e tratamento de água e esgoto, saneamento integrado e drenagem.
Pavimentação - Obras de pavimentação de vias em bairros carentes de infraestrutura urbana.
Encostas - Obras de contenção de encostas em áreas de risco.
Praças do PAC - Equipamentos que integrarão atividades e serviços culturais, práticas esportivas e de lazer, formação e qualificação para o mercado de trabalho, serviços socioassistenciais, políticas de prevenção à violência e inclusão digital.
Unidades Básicas de Saúde (UBS) - Unidades destinadas a abrigar equipes de Saúde da Família, que desempenham ações de promoção e proteção de saúde, prevenção de agravos, diagnóstico, tratamento, reabilitação e manutenção da saúde.
Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) - Estabelecimentos de saúde de complexidade intermediária entre as UBS e a Rede Hospitalar. Serão implantadas em pontos estratégicos para a configuração das redes de atenção à urgência.

Texto: Grazziele Santos

Foto: Lucas Ribeiro/Internet

Patrimônio da Humanidade - poesia

Poeta Manoel Ferreira. Foto: Thiago Fragata, 2009


PATRIMÔNIO DA HUMANIDADE


São Cristóvão, vitoriosa e bela

vibra e canta, extravasando alegria

conquista honroso e glorioso titulo

Patrimônio da Humanidade


Vitória que alegra e conforta

enaltecida de louvores e aplausos

salve! São Cristóvão

Patrimônio da Humanidade


Dobremos joelhos

e, num gesto de gratidão e louvor

rezamos por irmãos abnegados

de cujos méritos projeta São Cristóvão

favorecida do título alcançado


Praça São Francisco, de São Cristóvão/SE

Enaltecida com sublimidade

de honroso título brota esperança

de São Cristóvão humana

isenta de preconceito e discrepâncias sociais


O sorriso de quem crê e ama

transforme-se em gesto de amor e bondade

para maior gloria de Cristo

E alegria da comunidade


São Cristóvão, ex-capital do Estado

sede eventual do Governo Geral do Brasil

e enriquecida com o título Patrimônio da Humanidade.


Por Manoel Ferreira Santos, 1/8/2010



EXPOSIÇÃO ARTE IN ÁFRICA

O Museu Histórico de Sergipe lançou no sábado, 20/11, a Exposição Temporária Arte In África. Com expografia e acervo de Guga Viana a mostra reúne objetos e tecidos de etnias africanas (Fang, Assante, Dong, etc) do século XIX, bem como exemplares da arte contemporânea do continente-mãe. Aos professores e alunos a interessante exposição desvela o intercâmbio entre a antiga civilização egípcia e as etnias que resistem ao tempo e as adversidades do mundo moderno.

O Museu Histórico de Sergipe está localizado em São Cristóvão, na Praça São Francisco, e funciona de terça a domingo, das 10:00 às 16:00 horas.

Maiores informações: (079) 3261-1435.

Euclides da Cunha e a Bahia - resenha

capa da obra resenhada

por Thiago Fragata[*]

Depois do sucesso de Lampião na Bahia (1989), hoje na 7ª edição, e d’O treme-terra: Moreira Cesar, a República e Canudos (1996), dentre outros títulos, Oleone Coelho Fontes lançou Euclides da Cunha e a Bahia: ensaio biobibliográfico, no fim do ano passado. Romancista e pesquisador dos grandes temas nordestinos, o autor surpreende pelas idéias que enfeixam a nova obra, ora resenhada. Com prefácio assinado pelo médico Lamartine Lima, seu conteúdo é dividido em duas partes: uma que relaciona personalidades da(na) Bahia a Euclides da Cunha na sua estada na Bahia (agosto a setembro de 1897), como jornalista-correspondente do jornal O Estado de São Paulo. Outra parte rememora a presença do escritor em Canudos e esmiúça Os Sertões, sua obra-prima.

Seguindo o itinerário do escritor em Salvador, Oleone Coelho reconstitui seus passos e contatos nos 70 dias (7/8 a 16/10/1897) que esteve hospedado no chalé, situado à rua das mangueiras, propriedade do tio José Rodrigues Pimenta da Cunha. Alguns contemporâneos como Luiz Viana, governador da Bahia; o médico Henrique Albertazzi, o poeta Pethion de Villar, general Solon Ribeiro, Francisco Mangabeira, o engenheiro Teodoro Sampaio, João Pondé, a feminista Francisca Praguer Fróes, o engenheiro Siqueira de Menezes, o médico Nina Rodrigues, Barão de Jeremoabo, Ludgero Prestes, o jurista Rui Barbosa; outros, extemporâneos como o poeta Castro Alves, o jornalista Odorico Tavares, o professor José Calasans e Ataliba Nogueira, figuram na primeira parte da obra.

Nesse conjunto de entrevistas mediadas e/ou articuladas por Oleone Coelho, ressalto três casos. Primeiro, o atrito envolvendo o Governador Luis Viana e o sogro de Euclides, o comandante Frederico Sólon Sampaio Ribeiro. O caso resultou no afastamento do militar que foi servir em Belém do Pará e demonstra a influência da política local na Guerra de Canudos, tema que Euclides da Cunha omitiu na sua obra-prima, por conveniência. Segundo, a polêmica em torno da omissão de Rui Barbosa no tocante ao massacre de Canudos e sua inveja de Euclides da Cunha. Inveja e despeito, reputa, explicaria a abstenção do tribuno na votação que assegurou vaga na Academia Brasileira de Letras, em 1903, bem como sua ausência na recepção ao escritor. Terceiro, a biografia de Francisca Praguer Fróes, médica baiana a quem Euclides dedicou um soneto onde descreve a paisagem dantesca testemunhada em Canudos.

Estribado em autoridades exponenciais do tema Canudos, Oleone Coelho corrige José Calasans, Óseas Araújo, Sylvio Rabelo, Antônio Nonato Marques, Roberto Ventura e Alfredo Silva. Ninguém é mais avaliado, impiedosamente avaliado, que o próprio Euclides da Cunha. Para Coelho, ele “padecia de um desconcertante defeito: a ingratidão” (p. 97). E lista nome de amigos injustiçados que cederam livros, opinaram e contribuíram decisivamente no texto de Os Sertões, a exemplo de Francisco Escobar e Teodoro Sampaio. Ressuscita a polêmica frase de José Calasans de que a obra euclidiana “era obra de uma equipe” (p. 108). Por último, corrige mais um equívoco de Euclides, Canudos não resistiu até o esgotamento total pois famílias fugiram antes da última barricada. Define a comunidade de Belo Monte, guiada pelo Conselheiro, de milenarista, messiânica e solidária; não socialista como quis Edmundo Muniz ou apocalíptica como defendeu Thomas Beebee.

O livro é fruto de uma pesquisa demorada, calcada em fontes, sério, no entanto alguns excessos estimulam o riso. Sub-capítulo bairrista justifica que Euclides da Cunha é baiano porque seu pai nasceu na Bahia; mais, que Os Sertões é uma obra baiana por tratar de um conflito ocorrido na região(!?). Sem esse disparate o livro ganharia muito em qualidade.

Resumindo, Oleone Coelho consegue num bom texto relacionar Euclides da Cunha e a Bahia, extrapolando a questão geográfica de forma criativa. E se existe um frenesi de um lado, revela-se um euclidianista comedido de outro, pois apesar de muito conhecer, não floreia suas fraquezas e revisa pontos críticos da obra-prima.


FONTE:

http://www.posgrap.ufs.br/periodicos/ponta_de_lanca/

[*] Thiago Fragata é especialista em História Cultural pela Universidade Federal de Sergipe (UFS), sócio do Instituto Histórico e Geográfico de Sergipe (IHGSE), diretor do Museu Histórico de Sergipe (MHS). E-mail: thiagofragata@gmail.com

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