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LAMPIÃO EM LARANJEIRAS/SE

 

Dr. Bragança, oftalmologista que fez cirurgia em Lampião

No final de julho de 1938, Lampião, o Rei do cangaço, convocou seu numeroso bando para um encontro na Grota de Angico, em Poço Redondo, Sergipe. A pauta do evento seria revelada na manhã de 28, mas no raiar do dia o esconderijo foi invadido por uma tropa comandada pelo Tenente João Bezerra, de Alagoas. O saldo do massacre: 11 mortos, incluindo Lampião e sua companheira Maria Bonita. Desde então, muito se publicou sobre o fatídico evento, estórias as mais estapafúrdias aparecem todos os anos; isso porque o mito da invencibilidade de Lampião, somado a façanha de suas fugas exitosas por 2 décadas, contrastava com a informação da sua morte sem resistência. No livro de Cicinato Ferreira Neto, “A misteriosa vida de Lampião”, de 2008, tem um subtítulo que trata da “perda do ardor combativo”. Diz assim: “Sem dúvida, Lampião não era mais o mesmo. Não era nem a sombra do chefe combativo e surpreendente que os sertões pernambucanos, alagoanos e paraibanos conheceram. (...) contribuíram para isso a influência de Maria Bonita e, também, o estado de saúde que, a cada dia, tornava-se mais complicado. A tristeza tomava conta do capitão. Quando começou o ano de 1938, Lampião reclamava de muitas tosses e exasperava-se com as condições de sua visão”. (FERREIRA NETO, 2008, p. 257.) Sabemos que esta faculdade se reduzia ao olho esquerdo. O objetivo em pauta é destacar o procedimento cirúrgico que o Dr. Bragança, de Laranjeiras/SE, realizou no olho direito do famanaz cangaceiro (continua)


RESUMO: artigo respaldado em pesquisa evidenciando que Dr. Bragança, de Laranjeiras/SE, atendeu Virgolino Ferreira da Silva, Lampião. 

PALAVRAS-CHAVE: Lampião - cangaço - História - Sergipe - Laranjeiras

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LAMPIÃO EM LARANJEIRAS


 RESUMO: Artigo trata do problema do olho direito de Virgulino Ferreira da Silva, Lampião. O destaque é a presença, ainda que alguns pesquisadores do cangaço não acreditem, de Lampião em Laranjeiras/SE, para uma cirurgia com o Dr. Bragança.



Dr. Bragança, médico que fez cirurgia no olho direito de Lampião

No final de julho de 1938, Lampião, o Rei do cangaço, convocou seu numeroso bando para um encontro na Grota de Angico, em Poço Redondo, Sergipe. A pauta do evento seria revelada na manhã de 28, mas no raiar do dia o esconderijo foi invadido por uma tropa comandada pelo Tenente João Bezerra, de Alagoas. O saldo do massacre: 11 mortos, incluindo Lampião e sua companheira Maria Bonita. Desde então, muito se publicou sobre o fatídico evento, estórias as mais estapafúrdias aparecem todos os anos; isso porque o mito da invencibilidade de Lampião,  somado a façanha de suas fugas exitosas por 2 décadas, contrastava com a informação da sua morte sem resistência. No livro de Cicinato Ferreira Neto, “A misteriosa vida de Lampião”, de 2008, tem um subtítulo que trata da “perda do ardor combativo”. Diz assim: “Sem dúvida, Lampião não era mais o mesmo. Não era nem a sombra do chefe combativo e surpreendente que os sertões pernambucanos, alagoanos e paraibanos conheceram. (...) contribuíram para isso a influência de Maria Bonita e, também, o estado de saúde que, a cada dia, tornava-se mais complicado. A tristeza tomava conta do capitão. Quando começou o ano de 1938, Lampião reclamava de muitas tosses e exasperava-se com as condições de sua visão”. (FERREIRA NETO, 2008, p. 257.) Sabemos que esta faculdade se reduzia ao olho esquerdo. O objetivo em pauta é destacar o procedimento cirúrgico que o Dr. Bragança, de Laranjeiras/SE, realizou no olho direito do famanaz cangaceiro.(CONTINUA)

  

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LAMPIÃO: BANDIDO, HERÓI E OUTROS ADJETIVOS

 

Virgulino Ferreira da Silva, Lampião


RESUMO: artigo mostra através de expressões vocabulares a parcialidade dos pesquisadores diante do dilema herói/vilão conferido a Virgulino Ferreira da Silva, popular Lampião. 


Por Thiago Fragata*

O cangaço influenciou boa parte dos movimentos sociais que pontificaram o Brasil no século XX. No século XXI o fato se renova, a insinuação da homossexualidade de Lampião constitui um bom exemplo porque atrelar qualquer tema ao cangaço ou buscar inspiração nele significa atrair público, a opinião pública. O fato é que ninguém consegue ficar alheio ao cangaço e seu maior representante, Virgulino Ferreira da Silva, apelidado Lampião. Já em 1937, Jorge Amado inseriu na sua obra “Capitães da Areia” uma importante observação: “porque a população dos cinco estados, de Bahia, Pernambuco, Alagoas, Paraíba e Sergipe, vive com os olhos fitos em Lampião. Com ódio e com amor, nunca com indiferença”. Acrescentaria Ceará e Rio Grande do Norte. (CONTINUA)

 

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AS LINGUAGENS ARTÍSTICAS DO CANGAÇO

Evento foi um sucesso

Lampião: bandido ou herói? A contenda ainda divide opiniões entre os estudiosos - mesmo aqueles que asseguram imparcialidade - entre os sertanejos então, que tiveram parentes engrossando a cabroeira de Lampião ou servindo as volantes. Mas Lampião, independente do maniqueísmo que envolve sua atuação, desenvolveu dotes artísticos desde a juventude. Era um hábil artista do couro. Fazia composições poéticas de rara melodia. Exímio dançarino do xaxado, Lampião pisou a dança pelos sertões como um rito das conquistas. Ele teria imprimido no cangaço uma aura artística que o pesquisador Frederico Pernambucano de Mello chegou a definir como um movimento cultural. Endossando a tese do cangaço como fonte inspiradora de arte no passado e no presente é que a Associação Sertão nas Artes propôs o ciclo de palestras “As linguagens artísticas do cangaço”, sendo que o primeiro módulo aconteceu sábado (9/8), na Câmara Municipal de Nossa Senhora da Gloria.

O historiador e poeta Thiago Fragata, convidado para coordenar a sessão, esclareceu acerca da concepção e metodologia, destacando a importância e inovação do evento se comparado a outros que abordam o cangaço. Para ele “as pesquisas sobre cangaço deveriam ter avançado, infelizmente os autores patinam no maniqueísmo bandido x herói. Apesar da presença de artistas e estudantes neste auditório, percebo o tema como algo que desagrade a maioria dos pesquisadores e a boa parcela do povo nordestino traumatizado pelo cangaço. De um lado, aqueles que heroificam Lampião resistem a aceitá-lo como um sensível artista, então descambam para o preconceito sobre tal possibilidade revelando que o isso macularia a fama de valente e cabra-macho. Por outro lado, aqueles que acusam Lampião de bandido não conseguem enxergar outra coisa além, é compreensível, afinal estão cegos pelo ódio".

O cangaço na literatura brasileira foi o título da palestra de Ramon Diego que é poeta e membro da Academia Gloriense de Letras (AGL) e da Associação Sertão na Arte. Recorrendo a constituição do sertanejo forte traçado por Euclides da Cunha e rastejando pela “biblioteca Lampião” de Graciliano Ramos, José Lins do Rego, Jorge Amado, Raquel de Queiroz  e Guimarães Rosa ela considerou o cangaceirismo da literatura regional e suas permanências. Diante de um tema com amplas possibilidades considerou o seu recorte como uma das tantas abordagens suscitadas pela proposta.

Jéssica Souza tratou da relação do cangaço com a dança denominada xaxado. Discorreu sobre a origem, significado do étimo “xaxado” e divulgação por parte de Lampião e do seu bando. Ela compara a manifestação artística existente em 2 municípios onde a memória do cangaço mostrasse especialíssima: Serra Talhada/PE lugar de nascimento de Lampião, Poço Redondo/SE, lugar onde Lampião deu seu último suspiro. A pesquisadora concluiu que enquanto a expressão na cidade pernambucana é consumada apenas na dança e Lampião figura como centro das atenções, no município sergipano predomina intervenções teatrais do bando que contracena com Lampião.  

Em breve, a Associação Sertão na Arte divulgará a data do segundo módulo do ciclo de palestras As linguagens artísticas do Cangaço. Você que não conseguiu prestigiar o lançamento poderá comparecer e ainda garantir certificado de participação, é o que garante o Presidente Binho Nortzd.



GALERIA DE IMAGENS 
(Fotos: Romário Andrade)




AS LINGUAGENS ARTÍSTICAS DO CANGAÇO





Lampião: bandido ou herói? A contenda ainda divide opiniões entre os estudiosos - mesmo aqueles que asseguram imparcialidade - entre os sertanejos então, que tiveram parentes engrossando a cabroeira de Lampião ou servindo as volantes. Mas Lampião, independente do maniqueísmo que envolve sua atuação, desenvolveu dotes artísticos desde a juventude. Era um hábil artista do couro. Fazia composições poéticas de rara melodia, “acorda Maria Bonita” e “Olê, mulher rendeira” são obras de sua autoria, segundo Frederico Bezerra Maciel. Exímio dançarino do xaxado, Lampião pisou a dança pelos sertões como um rito das conquistas. Ele teria imprimido no cangaço uma aura artística que bem poderia redefini-lo enquanto um movimento cultural. Será?

Para tratar do cangaço como fonte inspiradora de arte no passado e no presente é que a Associação Sertão nas Artes apresenta o ciclo de palestras As Linguagens Artísticas do Cangaço, envolvendo acadêmicos, artistas, pesquisadores, professores e estudantes. O primeiro módulo acontece no sábado, 9/8, na Câmara Municipal de Nossa Senhora da Gloria, 14:00 horas. Confira a programação.

PROGRAMAÇÃO

LOCAL: Câmara Municipal de Nossa Senhora da Gloria
HORÁRIO: 14 horas

O CANGAÇO E SUA IMPORTÂNCIA HISTÓRICA
Thiago Fragata – Historiador e poeta, diretor do Museu Histórico de Sergipe (MHS/Secult)

O CANGAÇO NA LITERATURA BRASILEIRA
Ramon Diego - Escritor e poeta, membro da Associação Sertão na Arte

MÚSICA E DANÇA NO CANGAÇO
Jéssica Souza – professora e historiadora, membro da Associação Sertão na Arte

OBS: Todos os participantes receberão certificados.

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