terça-feira, 18 de junho de 2019

VOLTA SECA EM SÃO CRISTÓVÃO II


Menino Volta Seca no Bando de Lampião em 1929


Por Thiago Fragata*

Volta Seca não foi a única criança do bando de Lampião, Beija-Flor e Deus-te-guie também fizeram parte da ala infantil do cangaço. Apesar do jeito tímido, corpo franzino e das pernas finas (cambitos), que possivelmente lhe rendeu o apelido, o menino Volta Seca era falador. Na prisão, concedeu inúmeras entrevistas com informações desencontradas. Se compararmos as entrevistas, da época da prisão (1932) com outras, da sua liberdade (1954), anotaremos grandes contradições. O pesquisador Oleone Coelho Fontes, por exemplo, percebeu que a entrevista que o menino concedeu a Bruno Gomes, em 1958, “difere muito do que contava a repórteres que com ele estiveram imediatamente após a prisão”. (continua) 




Artigo completo publicado no Jornal Tribuna Sergipe Del Rey, maio 2019. Assine com Edcarla Soraia, mande email: edsoraia@gmail.com 

OBS: você pode receber qualquer artigo de Thiago Fragata em PDF mediante pagamento de taxa de serviço R$ 30,00. Mande recibo para e-mail: thiagofragata@gmail.com  

terça-feira, 11 de junho de 2019

ACADEMIA LANÇARÁ EDITAL PARA EMPOSSAR NOVOS ASCLEANOS


A Academia Sancristovense de Letras e Artes (ASCLEA) lançara chamada pública, segunda (17/12), na expectativa de empossar novos acadêmicos na Sessão Magna de 1 de agosto do ano corrente.

A ASCLEA foi fundada no dia 1 de agosto de 2017, no formato agremiação de intelectuais e artistas, que atuam na cena da cidade de São Cristóvão ou representa este município em outro contexto ou ação. Seu objetivo central é formar o cidadão através da Educação e das Artes em qualquer linguagem ou forma de expressão. A entidade realiza eventos e ações culturais, como palestras, rodas de conversa e exposições.

O edital deve interessar a intelectuais e artistas sancristovenses ou que represente a cidade em sua produção acadêmica e/ou artística. A concepção ascleana de "sancristovidade" será levada em conta: sancristovidade independe do lugar de nascimento.  

Os candidatos deverão preencher requerimento e ficha de inscrição; acrescentando um breve curriculum vitae com as 2 (duas) obras de maior relevância, isso para facilitar decisão da assembleia. Todo(a) candidato(a) deve ter disponibilidade para participar de reunião mensal e participar das ações culturais da ASCLEA. 

terça-feira, 21 de maio de 2019

PROCISSÃO DE CORPUS CHRISTI EM SÃO CRISTÓVÃO/SE: POSSIBILIDADES DE TURISMO DE EXPERIÊNCIA E EDUCAÇÃO PATRIMONIAL




A Procissão de Corpus Christi (Corpo de Cristo) é realizada desde o século XIII, mais precisamente em 1269. Neste ano o sacerdote Pedro de Praga, da Boemia, estava angustiado por dúvidas sobre a presença de Cristo na Eucaristia, numa liturgia viu a hóstia branca transformou-se em carne viva. Em Roma, o Papa Urbano IV pediu para que os objetos fossem levados para Oviedo em uma grande procissão, e foi nesse momento que a festa de Corpus Christi foi decretada. A Festa de Corpus Christi começou, de fato, na diocese de Liège, na Bélgica, por iniciativa da freira Juliana de Mont Cornillon que mobilizou comunidade e artistas. 

No Brasil, a procissão se realiza desde os tempos coloniais nas principais cidades. A Procissão de Corpus Christi é um evento que tem origem e fundamento católico. Assim como as igrejas antigas algumas atividades religiosas foram patrimonializadas, ou seja, passaram a figurar como manifestação do universo cultural e identitário das cidades. Portanto, patrimonializar é um movimento que supera bens ou eventos que a princípio eram restritos. Faz muito bem os governos, a exemplo da Prefeitura Municipal de São Cristóvão/SE, em apoiar este evento, fomentando Arte, Educação Patrimonial e o Turismo. 


A Procissão de Corpus Christi assim como a Procissão do Fogaréu, da quinta-feira da Semana Santa, também de São Cristóvão, supera o sentido religioso – aquilo que os católicos chamariam catequese. Pertinente lembrar que toda instituição pública no Brasil é laica e deve se comportar dentro deste princípio constitucional republicano. 

Segue sugestões de abordagem da Procissão de Corpus Christi na perspectiva turística, artística ou educativa: 

DICA 1 - TURISMO DE EXPERIÊNCIA NO CORPUS CHRISTI

A modalidade do Turismo de Experiência é nova em Sergipe, assim como o Turismo de Base Comunitária. Consiste em apresentar/envolver grupos de alunos/turistas em práticas, lugares, sensações. É ampliar a ideia de conhecer; conhecer deixa de ser visualizar e/ou comprar; a meta é aprender e apreender, fazer junto, fazer amizade com outros. Enfim, sentir o lugar ou experimentá-lo. 

DICA 2 - EDUCAÇÃO PATRIMONIAL NO CORPUS CHRISTI

Muito se fala em Educação Patrimonial, geralmente nas cidades coloniais de arquitetura barroca e museus. Oportuno esclarecer que Educação Patrimonial faz-se em qualquer cidade que tenha manifestações culturais. A Procissão de Corpus Christi é uma fantástica oportunidade de trabalhar a Educação Patrimonial nas escolas, seja num grande projeto de mobilização e coleta de material para os tapetes (antes do dia D), seja numa ação de envolvimento com alunos na confecção do grande tapete. Este ano o Corpus Christi acontecerá no dia 20 de junho.


Comunidade, artistas e turistas irmanados na procissão de Corpus Christi. Foto: Marcio Garcez

terça-feira, 14 de maio de 2019



AULA 1 - 15 MAIO - TEMA: FUNDAÇÃO DE SERGIPE (1575/1637)

AULA 2 - 29 MAIO - TEMA: INVASÃO HOLANDESA (1637/1645)



QUEM É THIAGO FRAGATA?

Especialista em Historia Cultural e graduado em História pela Universidade Federal de Sergipe (UFS).
Poeta e escritor premiado no Concurso Nacional de Redação para Professores organizado pela Academia Brasileira de Letras e Folha Dirigida (2003). Um dos autores do dossiê que candidatou a Praça São Francisco para lista de Patrimônio da Humanidade (2006), recebendo a comenda da Ordem Aperipê em 2011 por conta do seu destacado papel no processo.
Publicou “São Cristóvão poética e xilogravada” (2015), em parceria com Nivaldo Oliveira. É Professor da Rede Estadual de Educação de Sergipe (SEED/SE); tem artigos publicados na imprensa e revistas especializadas; entrevistas concedidas para diversas emissoras do país.
Membro do Instituto Histórico e Geográfico de Sergipe (IHGSE). Foi diretor do Museu Histórico de Sergipe (2009/2014), oportunidade que a instituição conquistou o Prêmio Rodrigo Mello Franco de Andrade (IPHAN), pelo seu Programa Educativo, em 2013.
Recebeu o Mérito Cultural FASC (Festival de Arte de São Cristóvão) no ano de 2018 pelos serviços relevantes prestados na realização do evento.
Atual Presidente da Academia Sancristovense de Letras e Artes (ASCLEA) e Diretor de Cultura e Arte da Fundação Municipal de Cultura e Turismo João Bebe-Água (FUNDACT/PMSC).

quinta-feira, 2 de maio de 2019

VOLTA SECA EM SÃO CRISTÓVÃO/SE - I




Por Thiago Fragata*

Perverso, temido e famoso cangaceiro do bando de Lampião. O próprio Virgulino Ferreira da Silva ensinou o jovem Antonio dos Santos a manusear o parabellum e batizou-lhe como Volta Seca. Contava 11 anos de idade quando encontrou 2 cangaceiros em Guloso, povoado de Antas, na Bahia, em dezembro de 1928. “Guloso estava reservado pelo destino pra mim”, declarou. Antes de tudo isso, antes mesmo de encontrar o cangaço, o menino Antonio esteve em São Cristóvão... (continua)


Artigo completo publicado no Jornal Tribuna Sergipe Del Rey, maio 2019. Assine com Edcarla Soraia, mande email: edsoraia@gmail.com 

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segunda-feira, 22 de abril de 2019

LAMPIÃO: 80 ANOS DE ELOGIOS E OFENSAS

RESUMO

Artigo dividido em 2 partes. Uma desvela como através de adjetivos ou expressões adjetivadas os autores se posicionam na dicotomia maniqueísta do cangaço, sobretudo no tempo de Lampião. A outra supera a discussão bandido x herói, revelando Virgulino Ferreira da Silva como um artista.


Lampião captado por Benjamim Abrahão, em 1936.

O cangaço influenciou boa parte dos movimentos sociais que pontificaram o Brasil no século XX. No século XXI o fato se renova, a insinuação da homossexualidade de Lampião constitui um bom exemplo porque atrelar qualquer tema ao cangaço ou buscar inspiração nele significa atrair público, a opinião pública. O fato é que ninguém consegue ficar alheio ao cangaço e seu maior representante, Virgulino Ferreira da Silva, apelidado Lampião. Já em 1937, Jorge Amado inseriu na sua obra “Capitães da Areia” uma importante observação: “porque a população dos cinco estados, de Bahia, Pernambuco, Alagoas, Paraíba e Sergipe, vive com os olhos fitos em Lampião. Com ódio e com amor, nunca com indiferença”. (continua)

Artigo completo publicado no Jornal Tribuna Sergipe Del Rey, 2018. Assine com Edcarla Soraia, mande email: edsoraia@gmail.com 
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quarta-feira, 17 de abril de 2019

RODRIGO MELO FRANCO DE ANDRADE EM SÃO CRISTÓVÃO (1939)



Thiago Fragata*

O Diretor-Geral do Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (SPHAN), Rodrigo Melo Franco de Andrade, esteve em São Cristóvão ciceroneado por José Calasans Brandão da Silva, em dias de agosto de 1939. Na edição de 13 de agosto, a Folha da Manhã noticiou sua chegada a Capital, pelo Cliper da Panair, para um visita oficial a Sergipe “com o intuito de investigar os monumentos históricos do Estado”. (1) Viera cumprir missão da recém-criada entidade federal de preservação e proteção dos bens culturais devidamente tombados, ou seja, reconhecidos. As cidades coloniais eram, portanto, o destino, daí o passeio a Laranjeiras, Itaporanga e a ex-capital. (continua)

Artigo completo publicado no Jornal Tribuna Sergipe Del Rey, 2019. Assine com Edcarla Soraia, mande email: edsoraia@gmail.com 
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