sábado, 11 de abril de 2020

ANDARILHO E CLEPTOMANÍACO







Por Thiago Fragata*

A vida é mesmo uma jornada. Pode ser breve, um suspiro ou duradoura. Desconheço a origem - tenho como a grande metáfora do “rebanho” judaíco disperso no mundo - , isso dos profetas assumirem a missão de pregar a palavra sagrada, palmilhando mundo a juntar “ovelhas”. O cajado que auxiliava estes andarilhos-pastores era pejado de misticismo. Como o mais famoso nazareno, falavam através de parábolas e por isso quando diziam “pedras do caminho” não se reportavam as pedras. 

Já os beatos, sobretudo aqueles imbuídos da missão de construir templos, recolhiam pedras do caminho. O peso chegava nas mãos ou ombros, na cabeça ou nuca. E a atitude de promesseiro lembrava passagem bíblica onde Jesus anuncia a missão do discípulo Pedro ”tu és pedra, e sobre esta pedra edificarei a minha igreja” (Mateus, 16). A igreja era, portanto, o produto das andanças.

(...)

O escarcéu ocorreu na semana que mudamos para a rua Ladeira do Porto da Banca, era junho ou julho de 1979. Um distinto senhor, aqui denominado Taumaturgo, afamado por sua autoridade de Chefe de Quarteirão a marcar o lombo da juventude de cipó-caboclo por causa das peladas nas praças, tinha sido desmoralizado; como explicou a mamãe foi chamado de ladrão e etc. Contarei tudo, juntando pedaços do que trago na memória. (continua)



*Texto completo será publicado no Jornal Tribuna Sergipe Del Rey, edição de abril 2020. Assine com Edcarla Soraia, mande e-mail: edsoraia@gmail.com 

OBS: você pode receber qualquer obra de Thiago Fragata em PDF mediante pagamento de taxa de serviço R$ 30,00. Mande recibo para e-mail: thiagofragata@gmail.com

sábado, 28 de março de 2020

NÃO SUCUMBIREMOS AO CORONAVÍRUS RESISTIREMOS COMO AS BORBOLETAS DE ARACAJU





Por Thiago Fragata*

Aracaju voltou a ter borboletas! Li na internet, o registro feito por amigo(as) reclusos(as) atentos a recomendação da Organização Mundial da Saúde/OMS nesses tempos de avanços do Covid-19. Eles acreditam que fato tem relação direta com a queda de emissão de gás carbônico (CO2) nas ruas da capital; calculam assim: menos carro na rua = menos fumaça = mais vida animal. Discordo. Na verdade, os amigos viviam numa rotina desesperada de sub-emprego (todo trabalho que não resulte em qualidade de vida, a maioria) destes que o trabalhador assume para ter uma renda mas perde completamente o sentido da vida. Acabaram enredados na neurose classe média de trabalhar para ter um carro ou apartamento ou fazer aquela viagem internacional. Nisso perdiam o pouco tempo de folga que poderia ser dedicado a família ou a conexão ecosófica com a natureza ou consigo mesmo “optando” por virar zumbi, isto é, viver a folga num estado de letargia resultado das poucas horas de sono somada a corrida desesperada de esquecer o trabalho, isso no fim de semana, dentro de um shopping ou olhando o mar de uma barraca na praia/Orla. 

A quarentena, acreditem, tem lados positivos. Primeiro, tem gente praticando e se descobrindo humano, no sentido humanitário do termo, de solidariedade e empatia. A situação insólita de afastar-se de quem se ama em nome do amor/cuidado; situação paradoxal de viver isolamento para ficar livre da contaminação do inimigo invisível; situação kafkiana de perceber que nenhum trabalho ou lucro supera o gozo da vida. Segundo, e aqui eu retomo o tema das borboletas, a quarentena está facultando transformação na visão de mundo e na vida das pessoas. Amigos(as) encontraram tempo ou sentido em olhar o céu e a diversidade da natureza. As borboletas e todas as belezas da natureza do caminho, antes ignoradas, finalmente conquistaram a atenção de gente agora apaixonada pela vida em sua plenitude.

Os lideres espirituais já proclamam que humanidade sairá da pandemia renovada independente de crenças religiosas. Sei que isso tá relacionado a demanda por saúde mental, infelizmente saúde mental é interpretada ou reduzida ao achismo de uma camisa-de-força e um remédio tarja-preta recomendado por um psiquiatra, quando na verdade vivemos desequilibrados emocionalmente por conta de estresse, violência nas diversas modalidades praticadas na sociedade, pressão de estudos e/ou trabalho. Que falta faz um acompanhamento, um personal ou psicólogo orientando o fortalecimento ou a busca do auto-conhecimento e (re)afirmação da nossa identidade. Espero (espero de esperança!) que isso comece nas escolas e esteja dentro de um programa de saúde pública, melhor, de um política de saúde pública.

Não gosto de falar do espiritual porque o senso comum reduz isso a materialidade de um templo, um líder, uma matriz religiosa. Por isso, insisto na palavra um tanto desconhecida entre nós, a ecosofia. Não confundi com ecologia! Para ser didático e um tanto superficial, até simplório, adianto que enquanto na ecologia nos detemos no cuidado com o meio ambiente, na ecosofia o CUIDADO se desdobra em 3 exercícios visando harmonia e equilíbrio: cuidado com o meio ambiente/natureza, cuidado com o outro/humanidade, auto-cuidado ou cuidado com o ser/espirito.

Para voltar as borboletas e aos meus amigos de Aracaju...as borboletas sempre fizeram parte da paisagem do lugar, é certo que resistindo a desenfreada especulação imobiliária e o desmate inconsequente da flora, aqui não poupo a prefeitura de Edvaldo Nogueira nem seus antecessores. Sinto que, passada esta quarentena, teremos mais gente lutando por uma Aracaju verde e humana, que inclua até bichinhos como as borboletas. 


*Escritor, professor, poeta, Presidente-fundador da Academia Sancristovense de Letras e Artes (ASCLEA).

quinta-feira, 5 de março de 2020

MUSEU HISTÓRICO DE SERGIPE: A IMPORTÂNCIA DO PRÉDIO*

Prédio na função de quartel militar - 1935
Thiago Fragata


Nesse pequeno texto, condenso efemérides do sobrado onde foi instalado o Museu Histórico de Sergipe, em 5 de março de 1960, há 60 anos. O objetivo é pensar o prédio desprovido de acervo, enquanto um museu ou, para ser mais preciso, da importância dele como lugar de memórias, de acontecimentos, de sujeitos. O sobrado foi construído em meados do século XVIII, em pedra e cal. Seu estilo neoclássico provavelmente foi impingido a posteriori, já durante o Império. (continua)

*Artigo completo será publicado no Jornal Tribuna Sergipe Del Rey, edição de março 2020. Assine com Edcarla Soraia, mande e-mail: edsoraia@gmail.com

OBS: você pode receber qualquer obra de Thiago Fragata em PDF mediante pagamento de taxa de serviço R$ 30,00. Mande recibo para e-mail: thiagofragata@gmail.com

segunda-feira, 27 de janeiro de 2020

APOSTILA HISTÓRIA DE SERGIPE


Atenção, a Prefeitura da Barra dos Coqueiros lançou edital de concurso ofertando vagas para diversas áreas. Estou disponibilizando minha apostila HISTÓRIAS DE SERGIPE PARA CONCURSO - 5 TEMAS para que possa se preparar de maneira a não perder questões dos assuntos principais da historiografia sergipana.



 


A apostila HISTÓRIA DE SERGIPE PARA CONCURSO - 5 TEMAS é composta por 20 páginas de conteúdo objetivo e resumido. Segue o sumário de temas:

1 - FUNDAÇÃO DE SERGIPE
2 - INVASÃO HOLANDESA 
3 - EMANCIPAÇÃO POLÍTICA DE SERGIPE
4 - MUDANÇA DA CAPITAL
5 - SERGIPE REPUBLICANO

INTERESSOU? Você pode receber apostila em PDF, se custear taxa de serviço (R$ 20,00). Para iniciar procedimento solicite agora no email thiagofragata@gmail.com


quinta-feira, 23 de janeiro de 2020

PESQUISAS E TEXTOS DE THIAGO FRAGATA (2000/2010)



Thiago Fragata - agosto 2017


Conheça a produção de Thiago Fragata. Você pode solicitar seus trabalhos através do e-mail (thiagofragata@gmail.com) e recebê-los em PDF, mediante pagamento de taxa de serviço (R$ 30,00). O valor arrecadado patrocinará as obras no prelo. 
OBS: TF marcou com asteriscos os seus trabalhos de maior destaque.   
 
2000

Procissão do Fogaréu: tradição que existe e resiste em São Cristóvão. INFORME UFS. São Cristóvão, 2000.
Resumo: Artigo de Thiago Fragata apresenta 3 momentos históricos da secular Procissão do Fogaréu, uma antiga obrigação compromissal da Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de São Cristóvão. Na atualidade o ato religioso, misto de encenação teatral e catolicismo popular, é realizado pelo leigos (Grupo de Homens/G12) da paróquia Nossa Senhora da Vitória.

2001

João Bebe-água: o mito em carne e osso. GAZETA DE SERGIPE, Aracaju, 2002.
Resumo: Artigo de Thiago Fragata reúne informações biográficas sobre João Nepomuceno Borges, o popular João Bebe-Água.

João Bebe-Água: reflexão biográfica I. JORNAL DA CIDADE. Aracaju, 2001.
Resumo: Artigo de Thiago Fragata reúne informações biográficas sobre João Nepomuceno Borges, o popular João Bebe-Água.

João Bebe-água: reflexão biográfica II. JORNAL DA CIDADE. Aracaju, 2001.
Resumo: Artigo de Thiago Fragata que reúne informações biográficas sobre João Nepomuceno Borges, o popular João Bebe-Água.

Restauração em prol do Turismo - Prefeitura de São Cristóvão abrirá Centro Turístico em antiga fábrica de tecido. REVISTA SERGIPE SA. Aracaju, 2001.
Resumo: Reportagem de Cassia Mello Sobre o malogrado projeto financiado pelo Prodetur que visava transformar a antiga Fábrica São Cristóvão num Centro Turístico. O poeta Thiago Fragata, Presidente da Associação de Cultura e Arte de São Cristóvão (ACASC) opina como representante dos artesãos.

Canudos a Sena Madureira: Siqueira de Meneses. JORNAL DA CIDADE. Aracaju, 2001.
Resumo: artigo de Thiago Fragata que biografa Siqueira de Meneses, engenheiro militar que se destacou na vitória da Guerra de Canudos (1896/1897).

Abandono Cultural. CINFORM. Aracaju, 2001. (cartas para redação)
Resumo: Carta de José Thiago da Silva Filho (Thiago Fragata), Presidente da Associação de Cultura e Arte de São Cristóvão (ACASC) enviada para coluna do Cinform. Presidente crítica a decisão do prefeito Armando Batalha de extinguir a Lira Sancristovense e exalta a importância desta na cena cultural. Fragata teve participação ativa na campanha e ações que culminaram com a reativação do grupo cultural. O título de “melhor banda de fanfarra do Brasil” conquistado em 2003 e seu destaque na imprensa teve grande importância no desfecho do caso.

2002

Considerações sobre a História de Sergipe, de Pires Wynne. GAZETA DE SERGIPE, Aracaju, 2002.
Resumo: Resenha de Thiago Fragata na passagem dos 30 anos da publicação da História de Sergipe (1972), de João Pires Wynne.

João Bebe-água: o mito em carne e osso. GAZETA DE SERGIPE, Aracaju, 2002.
Resumo: Artigo reúne informações biográficas sobre João Nepomuceno Borges, o popular João Bebe-Água.

São Cristóvão: de pólo industrial a pólo turístico(?). REVISTA DOS MUNICÍPIOS (CINFORM), Aracaju, 2002.
Resumo: artigo de Thiago Fragata que explora a experiência fábril e a difícil condição de se consolidar como pólo turístico apesar das potencialidades. Na versão original o título era uma pergunta, na revista saiu como uma afirmativa.

2003

*O segredo de Siqueira de Meneses*. JORNAL DA CIDADE. Aracaju, 2002. (Publicado também no INFORME UFS. São Cristóvão, 2003)
Resumo: Artigo de Thiago Fragata, em co-autoria com Antonio Carlos dos Santos, desvela o parentesco entre Siqueira de Meneses, engenheiro militar que se destacou na Guerra de Canudos (1896/1897), e um conselheirista.

Um tijolo para a Casa de Sergipe. JORNAL DA CIDADE. Aracaju, 2003.
Resumo: Resenha de Thiago Fragata sobre o livro “A escrita da História na Casa de Sergipe” (2003), de Itamar Freitas.

Santa Cecília: plagiador criativo. INFORME UFS. São Cristóvão, 2003
Resumo: Artigo de Thiago Fragata que refuta a concepção de plágio acerca da adaptação que Santa Cecília fez de uma obra de Rossini para elaborar o Hino de Sergipe.

Viajar num pedaço da História do Nordeste. JORNAL DA CIDADE. Aracaju, 2003.
Resumo: Resenha de Thiago Fragata sobre o livro “Da Bahia a Pernambuco no século XVI” (2003), de Pedro Abelardo de Santana.

*Palavra: metáfora da paz e da guerra*. In: A VIDA DA PALAVRA: coletânea dos trabalhos premiados no Concurso de Redação de Professores. Rio de Janeiro, 2003.
Resumo: Redação de Thiago Fragata premiada no certame nacional A VIDA DA PALAVRA, realizado pela Academia Brasileira de Letras e Folha Dirigida. Dentre os 100 premiados foi o único texto sergipano. Como estava morando no município de Socorro, livro evidenciou este município.

2004

O mito do Eldorado. Balaio de Notícias. WEBJORNAL, 2004.
Resumo: Reportagem de Paulo Lima sobre pesquisa de Thiago Fragata acerca do mito do Eldorado na Serra de Itabaiana.

Militares sergipanos na Guerra de Canudos. CINFORM. Aracaju, 2004.
Resumo: Artigo de Thiago Fragata que presenta alguns militares sergipanos que participaram da Guerra de Canudos, guerra ocorrida nos sertões da Bahia em 1896/1897.

Rita Cacete e os holandeses. CINFORM. Aracaju, 2004.
Resumo: Artigo de Thiago Fragata que apresenta reconto da antiga lenda de Rita Cacete publicada no Jornal O Estado de Sergipe, no ano de 1904.

2005

*Um inimigo da Mudança da Capital: João Bebe-Água*. JORNAL DA CIDADE. Aracaju, 2005.
Resumo: Matéria de Joana Cortes sobre João Nepomuceno Borges, o popular João Bebe-Água. Thiago Fragata [foto] revelou um pouco da biografia do homem que resistiu tenazmente a decisão de Inácio Joaquim Barbosa de mudar a capital de Sergipe, de São Cristóvão para Aracaju em 1855.

Os talentos de Oliveira Teles. CINFORM. Aracaju, 2005.
Resumo: Artigo de Thiago Fragata que revela Manoel dos Passos de Oliveira Teles como intelectual e artista de multiplos talentos.

Necrológio de João Bebe-Água. CINFORM. Aracaju, 2005.
Resumo: Artigo de Thiago Fragata que apresenta o necrológio de João Nepomuceno Borges, o popular João Bebe-Água, feito por Manoel dos Passos de Oliveira Telles.

Padre Carmelo: vida e obras. CINFORM. Aracaju, 2005.
Resumo: Artigo de Thiago Fragata que resume as principais obras do Padre Antonio Carmelo.

*Monteiro Lobato, o folclorista*. JORNAL DA CIDADE. Aracaju, 2005.
Resumo: Artigo de Thiago Fragata que apresenta a contribuição de Monteiro Lobato ao folclore, explorado suas pesquisas sobre o mito do Saci.

*Retábulo da Santa Casa de São Cristóvão: autoria em questão*. JORNAL DA CIDADE. Aracaju, 2005.
Resumo: Crítica de autoria de Thiago Fragata acerca do retábulo atribuído a Teófilo de Jesus. Desvela que obra em questão é de Francisco de Assis Torres.

Sergipe na Guerra de Canudos - I. JORNAL DA CIDADE, Aracaju, 2005.
Resumo: Artigo de Thiago Fragata que apresenta alguns militares sergipanos que se destacaram na Guerra de Canudos em 1896/1897.

Sergipe na Guerra de Canudos - II. JORNAL DA CIDADE, Aracaju, 2005.
Resumo: Artigo de Thiago Fragata que apresenta alguns militares sergipanos que se destacaram na Guerra de Canudos em 1896/1897.

Sergipe na Guerra de Canudos - III. JORNAL DA CIDADE, Aracaju, 2005.
Resumo: Artigo de Thiago Fragata que apresenta alguns militares sergipanos que se destacaram na Guerra de Canudos em 1896/1897.

*Metamorfose no Convento São Francisco*. JORNAL DA CIDADE. Aracaju, 2005.
Resumo: Artigo de Thiago Fragata que reconstitui as transformações da torre sineira do Convento São Cristóvão ao longo dos séculos XIX e XX.

POSSE [COMO MEMBRO EFETIVO DO IHGSE]. JORNAL DA CIDADE. Aracaju, 2005.
Resumo: Coluna social informa que “Secretário de Culura” (era Diretor de Cultura, Secretário de Cultura era Carlos Cauê) será empossado como sócio efetivo do IHGSE.

2006

*Procissão dos Passos em São Cristóvão/SE*. In: VIEIRA, Márcio José Garcez. SENHOR DOS PASSOS EM TODOS OS PASSOS. Aracaju, 2006.
Resumo: Artigo de Thiago Fragata que trata da origem e dos momentos da Procissão do Senhor dos Passos que acontece em São Cristóvão desde o final do século XVIII.


*Louvor, tradição e fé: História e cotidiano da Praça Francisco*. In: PROPOSIÇÃO DE INSCRIÇÃO DA PRAÇA SÃO FRANCISCO EM SÃO CRISTÓVÃO/SE NA LISTA DE PATRIMÔNIO MUNDIAL. 2006.
Resumo: capítulo do dossiê de inscrição da Praça São Francisco em São Cristóvão/SE na lista de Patrimônio Mundial.

[Trinômio Poético Vida, Morte e Amor]. CINFORM. Aracaju, 2006.
Resumo: nota na coluna social, do Caderno Municipios, desprovido de título, encimado por foto da peça Trinômio Poético: vida, morte e amor, de Thiago Fragata. 
 
São Cristóvão: patrimônio da humanidade. JORNAL DA CIDADE, Aracaju, 2006.
Resumo: Artigo de Thiago Fragata resume o dossiê de inscrição da Praça São Francisco em São Cristóvão/SE na lista de Patrimônio Mundial. O referido documento foi apresentado a UNESCO.

Ensino de História em foco. JORNAL DA CIDADE, Aracaju, 2006.
Resumo: Resenha do livro “Histórias do ensino de História no Brasil” (1890/1945), de Itamar Freitas.

2007

*Sergipanos no Acre - I*. JORNAL DA CIDADE, Aracaju, 2007.
Resumo: Artigo apresenta alguns sergipanos que marcaram presença no Acre, no tempo da borracha, fins do século XIX e início do século XX. A base da pesquisa foi o Dicionário Bio-bibliographico Sergipano (1925), de Armindo Guaraná.

*Sergipanos no Acre - II*. JORNAL DA CIDADE, Aracaju, 2007.
Resumo: Artigo apresenta alguns sergipanos que marcaram presença no Acre, no tempo da borracha, fins do século XIX e início do século XX. A base da pesquisa foi o Dicionário Bio-bibliographico Sergipano (1925), de Armindo Guaraná.

Quantos povoados tem São Cristóvão? JORNAL DA CIDADE. Aracaju, 2007.
Resumo: Artigo discute e apresenta o levantamento dos povoados de São Cristóvão.

Siqueira de Meneses: um sergipano a toda prova. JORNAL DA CIDADE, Aracaju, 2007.
Resumo: Artigo biografa Siqueira de Meneses, herói da Guerra de Canudos.

Quem é o padroeiro de São Cristóvão? JORNAL DA CIDADE. Aracaju, 2007.
Resumo: artigo revela a padroeira de São Cristóvão: Nossa Senhora da Vitória, esclarecendo dúvidas e equívocos.

2008

História de Rita Cacete. CINFORM. Aracaju, 2008.
Resumo: Carta enviada para coluna “Opinião do Leitor” onde apresenta elementos para se contrapor a tese veiculada na edição anterior do semanário de que origem do povoado Rita Cacete, de São Cristóvão, estava ligada a uma interjeição “Eita Cacete”.

Ocidentoxicação: a gênese do terrorismo. REVISTA PONTA DE LANÇA (UFS), São Cristóvão, 2008.
Resumo: Resenha o livro “Ocidentalismo: o Ocidente aos olhos o Oriente”, de Ian Buruma e Avishai Margalit, de 2006.

*Dicionário: amigo de sempre*. JORNAL CINFORM. Aracaju, 2008.
Resumo: Artigo apresenta a importância da consulta ao dicionário como apoio do aprendizado.

Anexo para o plebiscito do Mosqueiro. JORNAL DA CIDADE. Aracaju, 2008.
Resumo: artigo explica a partir de pesquisas porque o território do Mosqueiro e Robalo, hoje área de jurisdição de Aracaju, pertenciam a São Cristóvão.

Quadros da escravidão sergipana. JORNAL DA CIDADE. Aracaju, 2008.
Resumo: Resenha do livro “Quadros da Escravidão” (2008), de Josué Modesto dos Passos Sobrinho.

O Cristo Redentor de Sergipe. JORNAL DA CIDADE. Aracaju, 2008.
Resumo: Artigo de Thiago Fragata revela dados de pesquisa que coloca a imagem do redentor de São Cristóvão como o mais antigo do Brasil, precendendo o redentor do Rio de Janeiro.

Onde nasce o Paramopama?. JORNAL DA CIDADE. Aracaju, 2008.
Resumo: Artigo de Thiago Fragata debate o que dizem as antigas corografias sobre o lugar exato do nascimento do rio Paramopama.

Retrato de Aracaju aos 20 anos. JORNAL DA CIDADE. Aracaju, 2008.
Resumo: Resenha de Thiago Fragata sobre o livro “Aracaju: um olhar sobre sua evolução” (2008), de Maria Nely Santos.

Historiografia para revelar a sergipanidade. JORNAL DA CIDADE. Aracaju, 2008.
Resumo: Resenha de Thiago Fragata sobre o livro “Historiografia Sergipana” (2008), de Itamar Freitas.

*Epistolário de Irmã Dulce*. REVISTA DO INSTITUTO HISTÓRICO E GEOGRÁFICO DE SERGIPE. Aracaju, 2008. (Publicado com título “As cartas de Irmã Dulce”, no JORNAL DA CIDADE. 2008; no JORNAL TRIBUNA SERGIPE DEL REY. 2016).
Resumo: Artigo de Thiago Fragata que apresenta 3 (três) cartas de Maria Rita (Irmã Dulce) escreveu para superiora, na condição de noviça da Imaculada Conceição, congregação religiosa sediada no Convento do Carmo, em São Cristóvão, em 1933 e 1934.

A candidatura da Praça São Francisco, de São Cristóvão/SE, a Patrimônio da Humanidade. CADERNOS UFS. São Cristóvão, 2008.
Resumo: Artigo de Thiago Fragata resume os capítulos da Proposição de inscrição da Praça São Francisco em São Cristóvão/SE na lista de Patrimônio Mundial, de 2006.

Literatura [Os Espanhóis em Sergipe]. JORNAL DO DIA. Aracaju, 2008,
Resumo: Thiago Fragata [foto] destaca o livro de Robervan Santana “Os Espanhóis em Sergipe” (2008), como reforço a campanha da Praça São Francisco Patrimônio da Humanidade uma vez que a obra identifica elementos da herança hispânica no patrimônio cultural sergipano.

2009

Maria Thétis, museóloga sim! REVISTA DIVIRTA-SE - Guia de Cultura e Turismo de Sergipe. Aracaju, 2009.
Resumo: Artigo de Thiago Fragata que apresenta experiência de Maria Thétis Nunes como aluna de Gustavo Barroso, do curso de Museologia.

*O olhar da expedição: Siqueira de Menezes em Canudos*. REVISTA DO INSTITUTO HISTÓRICO E GEOGRÁFICO DE SERGIPE. Aracaju, 2011.
Resumo: Síntese do capítulo 2 da monografia de Especialização em História Cultural. “Siqueira de Meneses: a heroificação do jagunço alourado”. (Departamento de História). Universidade Federal de Sergipe, 2009.

Euclides da Cunha e a Bahia. REVISTA PONTA DE LANÇA (UFS), São Cristóvão, 2010.
Resumo: Resenha do livro Euclides da Cunha e a Bahia: ensaio biobliográfico (2009), de Oleone Coelho Fontes.

2010

Verdades, mentiras e o negro na história do Brasil. In: Secretaria de educação do estado de Sergipe, Núcleo de diversidade cultural. (Org.). AS RELAÇÕES ÉTNICO-RACIAIS: história e cultura afro-brasileira e africana na educação básica. Aracaju, 2010.
Resumo: Fundamenta historicamente o preconceito e a discriminação dos negros como herança maldita do tempo colonial escravista e acentua méritos culturais de civilizações africanas a exemplo da egípcia.

São Cristóvão - Praça pode se tornar patrimônio histórico. JORNAL DA CIDADE. Aracaju, 2010.
Resumo: Matéria do Jornal da Cidade trata da expectativa gerada com o 34ª Sessão do Comitê do Patrimônio Mundial da UNESCO, a ser realizado em Brasília, entre os dias 25 de julho e 3 de agosto. Thiago Fragata (foto), coordenador da Comissão Pró-candidatura da Praça São Francisco a Patrimônio da Humanidade fala das ações, obras, da esperança e do seu otimismo.

*Uma viagem ao Brasil espanhol*. REVISTA HISTÓRIA VIVA. São Paulo, 2010.
Resumo: Artigo de Thiago Fragata sobre a Praça São Francisco e o seu reconhecimento como Patrimônio da Humanidade pela UNESCO, no dia 1 de agosto de 2010; acentua herança hispânica dentre os quesitos que fundamentaram decisão.

Tributo a Horácio Hora. JORNAL DA CIDADE. Aracaju, 2010.
Resumo: artigo de Thiago Fragata apresenta obra de Manoel Curvelo de Mendonça sobre Horácio Hora.

Cinquentenário do Museu Histórico de Sergipe: o sobrado (I). JORNAL DA CIDADE. Aracaju, 2010.
Resumo: Artigo de Thiago Fragata destaca outras experiências do sobrado (residência, câmara, escola, sindicato, etc) que abrida o Museu Histórico de Sergipe desde 1960.

Cinquentenário do Museu Histórico de Sergipe: os pioneiros (II). JORNAL DA CIDADE. Aracaju, 2010.
Resumo: Artigo de Thiago Fragata, em co-autoria com José Claudio dos Santos, destaca contribuição de José Augusto Garcez na criação do Museu Histórico de Sergipe.

Cinquentenário do Museu Histórico de Sergipe: Jenner Augusto (III). JORNAL DA CIDADE, 2010.
Resumo: Artigo de Thiago Fragata destaca contribuição de Jenner Augusto na criação do Museu Histórico de Sergipe.

50 anos do Museu Histórico de Sergipe. DIVIRTA-SE, Aracaju, 2010.
Resumo: Artigo de Thiago Fragata publicado destaca personalidades, origem e acervo do Museu Histórico de Sergipe.


AGGEGIO*



Por Thiago Fragata

O bom funcionamento de uma máquina depende do desempenho das peças que compõem a engrenagem. Cada peça é única, tem sua importância, é indispensável ao sistema. Santiago pedala 6 km até o trabalho, um restaurante grã-fino italiano, O Aggegio, e chega às 17 horas. Conseguiu o trampo com muita dificuldade há 10 anos e exibia orgulhoso as credenciais de “serviços gerais” aos familiares nordestinos; na verdade lavava pratos, exclusivamente pratos. Gabava-se nunca ter quebrado uma peça do dispositivo, ao contrário dos colegas. Outro predicado era pontualidade e assiduidade, como tinha medo de perder vaga batia cartão mesmo com atestado médico no bolso. Carregava consigo uma certeza inabalável: de que o suor do seu trabalho era o combustível, a razão pela qual a “geringonça” não parava. (Continua) 

*Crônica inédita será publicada no Jornal Tribuna Sergipe Del Rey, edição de janeiro de 2020. Assine com Edcarla Soraia, mande e-mail: edsoraia@gmail.com 

OBS: você pode receber qualquer obra de Fragata em PDF mediante pagamento de taxa de serviço R$ 30,00. Mande recibo para e-mail: thiagofragata@gmail.com  

quarta-feira, 2 de outubro de 2019

NEM TUDO VALE A PENA: origem da expressão*



Por Thiago Fragata

Na Itália do século VIII, a escrita e a leitura eram privilégios de uma minoria. Tanto na cidade quanto nos povoados distantes, os raros letrados eram guardiões do saber que lhes facultava poder exclusivo da comunicação a distância usando papéis sujos de tinta...O papel era uma das especiarias que o mercador genovês Marco Polo encontrou no Oriente e difundiu na Europa. Sua invenção remontava o século II, obra do chines Kai Lun. Anualmente, a nobreza e o clero encomendavam rolos de papel aos mercadores; com uma guilhotina o produto era cortado em tamanhos variados, de acordo com a finalidade. Esse controle seguia um preceito de racionalização: quanto menor o tamanho do papel e a quantidade de tinta empregado no documento, fosse carta ou cartaz, maior a economia. (Continua)


*Crônica histórica publicada no Jornal Tribuna Sergipe Del Rey, outubro 2019. Assine com Edcarla Soraia, mande email: edsoraia@gmail.com 


OBS: você pode receber qualquer artigo de Thiago Fragata em PDF mediante pagamento de taxa de serviço R$ 30,00. Mande recibo para e-mail: thiagofragata@gmail.com