terça-feira, 26 de abril de 2011

Recital no Museu Histórico de Sergipe


Museu Histórico de Sergipe convida:

INTROSPECÇÃO, POESIA!

Recital com Maria Gloria e Thiago Fragata

Direção: Kassem

Produção: Guilherme Gonçalves e Vânia Dias

Quinta, 28/4, 19 hs.


A vida é oca

Te quero

Não tens

A vida é pouca

Te espero

Não vens?

Um poeta só é muito pouco...

Venha!

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Birô Cultural vai abrir inscrição para oficina em São Cristóvão

Levar aperfeiçoamento em planejamento e viabilização de projetos culturais a artistas, produtores e gestores de cultura das mais diversas regiões de Sergipe. Estes é o principal objetivo do Birô Cultural, projeto desenvolvido pela Secretaria de Estado da Cultura (Secult), através do Fundo de Desenvolvimento Cultural e Artístico (Funcart). O cronograma inicial contemplava nove cidades, mas a Secult conseguiu viabilizar mais uma oficina, que será realizada em São Cristóvão, atendendo a solicitação dos agentes culturais do município.

A edição 2011 do Birô já passou por três cidades - Carmópolis (região Leste), Nossa Senhora das Dores (Médio Sertão) e Tobias Barreto (região Centro-Sul). O objetivo é atingir todos os territórios de planejamento do Estado. A abrangência das localidades escolhidas visa formar uma rede de mobilização e apoio para participação dos agentes culturais sergipanos em editais de cultura, estaduais e nacionais.


Na visão da secretária de Estado da Cultura, Eloísa Galdino, a inclusão de mais um município no roteiro de atividades do projeto reflete o sucesso que o projeto vem conquistando por onde passa. “O nosso objetivo com o Birô Cultural é estimular os fazedores de cultura de Sergipe a garantir uma maior participação nos editais culturais de todo o país. Quem já participou das oficinas entendeu o recado e elogiou a iniciativa. Essa boa receptividade levou a um contato entre a Secult e agentes culturais de São Cristóvão, garantindo uma etapa do projeto na cidade que é patrimônio da humanidade”, explica.


Segundo Márcia Avelar, integrante do escritório técnico do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) em São Cristóvão, o pleito partiu da própria comunidade. “Promovemos uma reunião com associações comunitárias e culturais da cidade, e convidamos a Secult para apresentar o Birô Cultural, já que a discussão girava em torno das possibilidades de financiamentos através de editais públicos e privados. O interesse dos participantes foi muito grande e ficou acertada, então, a viabilização de uma etapa do projeto em São Cristóvão”, fala Márcia.


O secretário adjunto de Estado da Cultura, Marcelo Rangel, lembra que a parceria com os instrutores e o poder público municipal foi importante para a promoção da décima etapa do Birô Cultural em São Cristóvão. “Avaliamos que haveria uma grande procura pela oficina no município, levando em consideração que novas oportunidades estão se abrindo por lá, graças ao título de Patrimônio da Humanidade, então nos adiantamos para viabilizar sua realização.


Os próprios instrutores das oficinas aceitaram ministrá-las voluntariamente e com o apoio da Secretaria Municipal de Cultura, conseguimos contemplar a cidade. Acreditamos que para fortalecer o setor cultural é preciso unir forças e canalizar energias, é desta forma que estamos tentando construir o trabalho da Secult e estamos satisfeitos por conseguir cooptar novos parceiros a cada dia", explica Marcelo.


Inscrições


O Birô Cultural em São Cristóvão acontecerá entre os dias seis e dez de junho. Os interessados em participar do projeto devem enviar a ficha de inscrição preenchida - disponível no site da Secult - para
contato@cultura.se.gov.br. Para mais informações sobre o Birô Cultural, os interessados devem entrar em contato com a coordenação do projeto através do email contato@cultura.se.gov.br ou através dos telefones (79) 3179-1924 e 8819-6901.

Onde o Birô vai passar


O 'Birô Cultural' já passou por Carmópolis e Nossa Senhora das Dores e Tobiasd Barreto. Outras sete cidades ainda receberão o projeto: Itabaiana (Agreste), Nossa Srª da Glória (Alto Sertão), Laranjeiras (Grande Aracaju), Propriá (Baixo São Francisco), Estância (Sul), Aracaju e São Cristóvão (Grande Aracaju). Em todas elas foi pactuada uma parceria entre a Secult e o poder público municipal.

Secretária reafirma seu apoio ao retorno do FASC

Reunião entre Secretária Eloisa Galdino e Comissão Pró-FASC

A secretária de Estado da Cultura, Eloísa Galdino, reuniu-se na tarde de quarta-feira, 13, na sala de reuniões da Biblioteca Pública Epifânio Dória (BPDE), com integrantes do Profasc - movimento que luta pelo retorno do Festival de Artes de São Cristóvão (Fasc). A gestora reafirmou seu apoio ao movimento e discutiu a reintrodução do Fasc no cenário cultural sergipano.

À frente da reunião, Eloísa destacou a importância do retorno do festival, como também, medidas institucionais que foram tomadas em prol do evento. “Nós entendemos que é importantíssimo para a cidade de São Cristóvão ter de volta um festival como este, pois dá vida cultural ao município que é patrimônio, não só dos sergipanos, mas da humanidade. No ano passado, nós conversamos com o então ministro da Cultura, Juca Ferreira, e houve um comprometimento dele com o retorno do Fasc. Voltaremos a tratar do assunto com a atual ministra, Ana de Hollanda, para garantir apoio do Governo Federal ao evento”, frisou a secretária.


A gestora explicou ainda que o órgão pretende dar apoio institucional e dar suporte à comissão realizadora, que deverá ser formada pela Prefeitura Municipal de São Cristóvão e Universidade Federal de Sergipe (UFS), idealizadora do projeto. “No momento, nosso objetivo é garantir que o FASC volte a ter uma vida efetiva no calendário cultural do Estado”, declarou Eloísa Galdino.


Satisfação dos integrantes


Os membros da comissão se disseram satisfeitos e esperançosos com o que foi debatido. “Percebemos que há um retorno e esforço por parte da Secult quanto à volta do FASC no cenário cultural. O que resta é continuarmos nossa mobilização, e trazer a UFS e a Prefeitura de São Cristóvão para nossa causa. Só assim o festival será, agora, privilégio dos filhos do FASC”, contou a professora Lúcia Souza, fazendo referência aos jovens que são filhos do primeiro público do festival.


Segundo a professora Lúcia, seu filho Glauber Souza é um dos precursores do movimento de retorno ao Fasc. “É de suma importância que, assim como meu filho, os jovens conheçam e entendam o que foi o festival e o valor cultural e econômico que o evento teve para São Cristóvão. O evento era uma das poucas oportunidades que os cidadãos de São Cristóvão tinham para apreciar teatro, música, cinema, e outras artes”, contou.


Um dos líderes do movimento, Zezito de Oliveira, informou aos presentes que será realizado um seminário para o mês de maio que terá como objetivo mostrar para o público jovem o que foi o Festival de Artes e os benefícios culturais do seu retorno. “Semanalmente, nós da comissão nos reunimos para discussão de propostas em prol do Fasc”, disse Zezito. Ele lembrou que um evento parecido com esse seminário já foi executado, mas contou apenas com a participação de artistas e intelectuais sergipanos.


História do Festival


O Festival de Arte de São Cristóvão teve a sua primeira edição realizada no ano de 1972, prosseguindo até 1993, quando foi encerrado por decisão da Universidade Federal de Sergipe, instituição que idealizou e foi a responsável pela organização do evento até aquele ano.


Durante sua existência, o festival favoreceu o intercâmbio de uma parcela importante da produção cultural sergipana, tanto daquelas de caráter erudito, como das manifestações vinculadas às culturas populares, atraindo os mais variados públicos e os diversos tipos de artistas: coreógrafos, poetas, teatrólogos, músicos, artistas plásticos, cineastas, entre outros.

Fonte:

http://www.divirta.se.gov.br/noticias/secretaria-reafirma-seu-apoio-ao-retorno-do-fasc

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Ex-Governadores sancristovenses

Por Thiago Fragata

O final de março, terça (29/3), foi de inaugurações em São Cristóvão. O governador Marcelo Deda descerrou placas de obras importantíssimas para o bem da população da cidade histórica: duplicação da Rodovia João Bebe-Água e Rodovia Zezinho da Everest, que liga povoado Rita Cacete ao Apicum Mérem. Na solenidade, o Professor Wanderlê Correia, ex-deputado e irmão do homenageado, lembrou no seu discurso que junto aos políticos sancristovenses falecidos, Siqueira de Meneses e Pereira Lobo, ex-governadores, Zezinho da Everest estaria festejando. A informação dos ex-governadores sancristovenses surpreendeu a todos. Aproveito o ensejo para detalhar a verdade.

Siqueira de Meneses (1852/1931)

José de Siqueira Meneses nasceu em São Cristóvão no dia 7/12/1852, filho de Manoel Tavares de Meneses Andrade e Ana Maria de Siqueira. Seguiu carreira militar, formou-se engenheiro na Politécnica do Rio de Janeiro. Foi um dos jovens republicanos que lutaram para implantação do novo regime em seu Estado. Tomou parte do triunvirato que governou Sergipe em 1889. Participou de forma heróica e decisiva da Guerra de Canudos (1896-1897), na Bahia, como atesta Euclides da Cunha nas páginas de “Os Sertões” (1902).

Membro do Partido Conservador, Siqueira de Meneses usufruiu da fama de herói para fazer positivar suas pretensões políticas. Conseguiu se eleger Governador de Sergipe em 1911, afastando-se em 1914. Exerceu mandato de Senador (1915 a 1923). O distinto militar faleceu em 6/2/1931.

Pereira Lobo (1864/1933)

José Joaquim Pereira Lobo nasceu em São Cristóvão no dia 23/12/1864, filho do Capitão Joaquim José Pereira Lobo e Joanna Rosa Pereira Lobo. Tem uma biografia que lembra Siqueira de Meneses. Formou-se na Escola Militar do Rio de Janeiro, mas se elegeu Deputado Estadual (1896/1897), e na condição de presidente da Casa assumiu por 5 meses o Executivo Estadual (11/10/1897 a 20/3/1898).

Foi Senador de 1914 a 1918 e se elegeu Governador de Sergipe para gestão 1918/1922. Em 1923 retornou a condição de Senador e permaneceu até 1930. Pereira Lobo morreu no Rio de Janeiro, Capital Federal a época, no dia 24 de fevereiro de 1933.

Assim posto, a quarta cidade mais antiga do Brasil, ex-capital de Sergipe, não pode mais ignorar seus ilustres ex-governadores Siqueira de Meneses e Pereira Lobo.

FONTE DE PESQUISA:

BARRETO, Luiz Antônio. Dicionário de Nomes e Denominações de Aracaju. Aracaju: ITBEC/BANESE, 2002, p. 87.

GUARANÁ, Armindo. Dicionário Bio-bibliographico de Sergipe. Aracaju: Governo de Sergipe, 1925, p. 169-170, 185-186.

Saber mais sobre José Siqueira de Meneses:

http://pt.wikipedia.org/wiki/Ant%C3%B4nio_Jos%C3%A9_de_Siqueira_Meneses,

Único lugar onde o nome dele aparece como Antônio José de Siqueira Meneses

Saber mais sobre Joaquim Pereira Lobo:

http://www.senado.gov.br/senadores/senadores_biografia.asp?codparl=1942&li=29&lcab=1912-1915&lf=29