quarta-feira, 20 de junho de 2007

Siqueira de Menezes: um sergipano à toda prova

Siqueira de Menezes, o "olhar da expedição"" nas palavras de Euclides da Cunha


RESUMO: Apresenta síntese biográfica de Siqueira de Menezes (1852/1931) a partir das pesquisas. O militar teve uma atuação marcante na Guerra de Canudos (1896/1897) e foi Governador de Sergipe (1910/1013).




SIQUEIRA DE MENEZES: UM SERGIPANO A TODA PROVA

Por Thiago Fragata
José de Siqueira Menezes nasceu em São Cristóvão, no dia 7 de dezembro de 1852, onde iniciou estudos primários. Concluiu o secundário em Laranjeiras, centro intelectual florescente. Quanto à formação profissional, optou pela carreira militar, matriculando-se na conceituada Escola de Engenharia do Rio de Janeiro, onde assentou praça em 1870, último ano da Guerra do Paraguai. O ideal republicano invadiu o Brasil como conseqüência do aludido conflito, pois a fórmula do regime paraguaio inculcara os nossos generais.

 
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MANIFESTO EM DEFESA DA POESIA NOS JORNAIS SERGIPANOS

“Dias maravilhosos, em que os jornais vêm cheios de poesia...”
Mário Quintana
Há décadas não lemos poesias nos jornais de Sergipe (Cinform, Jornal da Cidade, Correio de Sergipe, Jornal do Dia, etc). Há trinta anos a queixa não faria sentido, é conferir a hemeroteca do Instituto Histórico e Geográfico de Sergipe para saber do que estamos falando. O fato é que alguns editores hoje, pensam que a população sergipana não precisa de poesia para viver, malgrado um ou outro leitor endosse tal disparate. Nesse manifesto advogamos em nome da poesia diária e/ou semanal, defendendo o bem-estar e a qualidade de vida que ela proporciona no cotidiano das pessoas.

Desde cedo, a poética toma parte em nossa vida. Na infância a poesia alegra e solta a língua das crianças. Quem não recitou “batatinha quando nasce...”. Na adolescência não é muito diferente, ou se decora poesia para abrilhantar os eventos da escola ou a “azaração” entre os jovens arrola versos de poema plagiado (porque o remetente tem que se passar por autor no vale-tudo pela conquista). E ainda tem estudante que acha que uma poesia vai garantir maior nota na redação escolar. Por falar em educação, a literatura é disciplina obrigatória do ensino médio, em suma, ela apresenta as manifestações artísticas de cunho literário de certo contexto histórico, evidenciando as “escolas de arte”, destacando alguns representantes da prosa e do verso. Diante disso, fica a pergunta: qual a prática da literatura na sociedade, no tocante a poesia?

O despertar poético dos estudantes poderia ter seu laboratório na sala de aula, o que é raramente observado. Grande parte dos jovens, a propósito, retrai seu potencial diante da ênfase concedida aos poetas do livro didático. A iniciativa dos primeiros versos dá-se, na maioria das vezes, como dever extra-classe, descomprometido com o universo escolar.

A poesia e o poeta não são eremitas. Poesia é pra ser socializada, respeitando-se, claro, o direito autoral. Não pode ficar à margem - marginalizada - do cotidiano das pessoas. E os jornais sergipanos, quem diria, exilaram a poesia de suas páginas; investiram-se da nefasta missão de apartá-la da sociedade. Paradoxalmente, todos pleiteiam o rótulo do mais completo do Estado. Completo, sem poesia!?

Conclamamos os poetas e simpatizantes da poesia diária e/ou semanal a opinarem sobre o (des)caso. Será exagero? Se for, encaminharemos desculpas à imprensa, contanto que possamos, em breve, ler poesias nos jornais de Sergipe. Não faltarão poetas anônimos sedentos em divulgar seus trabalhos, nem mesmo aqueles que têm livro publicado, haja vista que a divulgação aquece as vendas. Auguramos a sensibilidade de todos que fazem à imprensa de Sergipe. Seremos mais felizes uma vez que parte da felicidade é sentimento. Poesia é sentimento.

E você, o que acha? Deixe seu comentário!
Thiago Fragata - Professor, historiador, poeta, sócio efetivo do Instituto Histórico e Geográfico de Sergipe (IHGS). Fonte: www.thiagofragata.blogspot.com