quarta-feira, 30 de julho de 2008

IRMÃ DULCE EM SÃO CRISTÓVÃO: 75 anos de consagração


Irmã Dulce costumava dizer que a Bahia deu pra ela a família, mas São Cristóvão confirmara sua vocação religiosa. Poucos sergipanos sabem que a Irmã Dulce começou sua vida religiosa na quarta cidade mais antiga do Brasil em 1933.

No dia 16 de agosto completará 75 anos de sua ordenação como irmã da Imaculada Conceição no Convento de Nossa Senhora do Carmo. Confira programação do evento em Salvador (13/08) e em São Cristóvão (16/08). Participe!

terça-feira, 29 de julho de 2008

Convento São Francisco: exemplar barroco


Acesse matéria exibida no Terra Serigy (TV SERGIPE), dia 26 de julho. A jornalista Sayonara Hygia entrevistou Thiago Fragata, o cicerone de São Cristóvão.

quinta-feira, 10 de julho de 2008

UNESCO PEDE O ADIAMENTO DO RECONHECIMENTO DA PRAÇA DE SÃO CRISTÓVÃO COMO PATRIMÔNIO DA HUMANIDADE

A reunião do Comitê do Patrimônio da Humanidade em Quebec, Canadá, ocorrida entre os dias 2 e 10 do corrente mês aprovou a indicação de 8 novos bens culturais para inclusão na lista do Patrimônio da Humanidade. Esses bens podem ser visitados na Malásia, Nova Guiné, Croácia, França, Alemanha, Itália, San Marino e Eslováquia. Infelizmente, a Praça São Francisco de São Cristóvão, em Sergipe, assim como os candidatos da Bolívia, Cuba, México e Nicarágua não cumpriram pré-requisitos necessários ao reconhecimento.

A depender dos requisitos ou providências a serem efetivadas em São Cristóvão conforme o Relatório da Visita Técnica realizada pelo ICOMOS, órgão que assessora a UNESCO, o reconhecimento da praça São Francisco será automático, é o que informa Luis Fernando de Almeida, Presidente do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), representante do Brasil com direito a voto no Comitê do Patrimônio Mundial.

O Relatório do ICOMOS discutido na reunião do Canadá pede as seguintes providências ao Governo do Estado parte da UNESCO, Brasil:

a) que seja realizado um projeto de saneamento, em parceria com o governo de Sergipe, para que o Rio Paramopama não continue a receber os esgotos e o lixo produzido pela população da cidade alta (centro histórico) e da cidade baixa. Para o Comitê do Patrimônio Mundial é inadmissível o reconhecimento de Patrimônio da Humanidade numa cidade que o meio ambiente sofre uma agressão tão nociva à preservação da vida.

b) Também, que seja elaborado um outro dossiê de inscrição, apresentando o centro histórico como candidato - e não uma praça -, visto que todo o centro histórico tem potencialidade para o reconhecimento.

c) Ao Município de São Cristóvão o Relatório do ICOMOS pede a imediata efetivação do Plano Diretor. Os representantes da Technum Consultoria, empresa contratada pela Prefeitura de São Cristóvão para elaboração do projeto, apresentaram na última reunião (12/06) a minuta da Lei do Plano Diretor de São Cristóvão que deve ser encaminhado a Câmara Municipal em breve.

Algumas iniciativas por parte do Governo do Estado visando à valorização do patrimônio cultural da quarta cidade mais antiga do Brasil devem ser lembradas, a exemplo do projeto para duplicação da rodovia João Bebe-Água e da fiação subterrânea da Praça São Francisco, em andamento. Elas integram o rol de providências solicitadas por Marco Antônio Faria Galvão, coordenador executivo da proposição de São Cristóvão, para o desenvolvimento do turismo.

Para Thiago Fragata, coordenador da Comissão Pró-candidatura da Praça São Francisco de São Cristóvão a Patrimônio da Humanidade: “o resultado da reunião do Canadá é paradoxalmente animador. Eles concordam que temos em Sergipe uma cidade que reúne potencialidade para o reconhecimento internacional, mas cobra providências das autoridades do Governo em suas respectivas instâncias (Federal, Estadual e Municipal); providências que irão alavancar o turismo, preservar o meio ambiente, enfim, melhorar a qualidade de vida. Objetivamente, o Comitê do Patrimônio Mundial decidiu no Canadá que a chancela para Sergipe está condicionada a vontade política”.

domingo, 6 de julho de 2008

Zeca Camargo em São Cristóvão/SE

Zeca Camargo esteve em São Cristóvao na manhã do dia 4/7. Gravou matéria para o Fantástico sobre a Praça São Francisco. Entrevistou Thiago Fragata, coordenador da Comissão Pró-candidatura da Praça São Francisco a Patrimônio da Humanidade. Confere no domingo, vai!

terça-feira, 1 de julho de 2008

SÃO CRISTÓVÃO JÁ É PATRIMÔNIO NACIONAL, QUEREMOS SÃO CRISTÓVÃO PATRIMÔNIO MUNDIAL!


A candidatura da Praça São Francisco de São Cristóvão a Patrimônio da Humanidade será divulgada na reunião do Comitê do Patrimônio Mundial da UNESCO, em Quebec, no Canadá, que começará amanhã 2 estendendo-se até o dia 10 do mês corrente.

O chefe da delegação brasileira, presidente do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), Luiz Fernando de Almeida, que tem acento e voto na Comitê do Patrimônio Mundia participará da reunião. Além de avaliar os pedidos de inscrição na lista do Patrimônio Mundial, o referido comitê discute estratégias para a proteção dos sítios reconhecidos e busca minimizar o impacto da mudança climática nas regiões protegidas. O Brasil possui, hoje, 17 sítios registrados na Lista de Patrimônio Mundial da Humanidade, entre eles a cidade de Brasília e o Centro Histórico de Ouro Preto.

São Cristóvão foi fundada primeira capital de Sergipe em 1590. A quarta cidade mais antiga do país, é testemunho do processo de ocupação da região e exemplo de implantação de vila fundada sob o reinado de Filipe II, época em que Portugal esteve por 60 anos sob o domínio da Espanha. Em 1657, os franciscanos chegaram à cidade e proporcionaram a São Cristóvão o mais expressivo conjunto arquitetônico remanescente da cidade - a Praça São Francisco. Os limites da praça são definidos pela Igreja, Convento de São Francisco e a Capela da Ordem Terceira (hoje Museu de Arte Sacra), que datam de 1693, e pela Santa Casa e Igreja de Misericórdia, o Palácio Provincial e o casario antigo. Edificada no período em que o Brasil esteve sob duas coroas, a praça guarda características que a tornam singular, única no processo de conquista e formação do território brasileiro.

Até hoje, a praça ilustra a vitalidade de um espaço público aberto, íntegro em sua configuração urbana no decorrer de quatro séculos, adaptado aos usos cotidianos e esporádicos. Consolidou-se como marco de referência urbana e como espaço de representação dos poderes religioso e civil. É também um local de encontro, comemorações, representações folclóricas, festas de religiosidade coletiva e das manifestações lúdicas e musicais.

Todos os parceiros e membros da Comissão Pró-Candidatura da Praça São Francisco a Patrimônio da Humanidade, coordenada por Thiago Fragata, aguarda com ansiedade o resultado final do pleito.