quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008

MANIFESTO PRÓ-CANDIDATURA DA PRAÇA SÃO FRANCISCO DE SÃO CRISTÓVÃO A PATRIMÔNIO DA HUMANIDADE

No mês de junho do corrente ano, em Paris, na França, comissão da UNESCO julgará candidatura para inclusão da Praça São Francisco de São Cristóvão, ex-capital de Sergipe, na lista de Patrimônio Universal da Humanidade. O potencial cultural ostentado pela “quarta cidade mais antiga do Brasil” explica o sucesso alcançado em todas as etapas do pleito iniciado em 2005. Porém, não fosse o bom senso do Governador Marcelo Deda de entender a inscrição feita durante gestão de João Alves Filho, como uma causa nobre, acima das diferenças políticas e importantíssima para o progresso de Sergipe, não teríamos assistido as diversas ações que embalaram o sonho até o presente momento.

Em março de 2006, o arquiteto Marco Antônio Faria Galvão, contratado pelo Governo do Estado, deu início às atividades de elaboração da propositura de São Cristóvão na lista do Patrimônio Universal da Humanidade envolvendo diversos profissionais, intelectuais e artistas sergipanos a partir do apoio da Secretaria de Estado da Infra-estrutura, do Monumenta, do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional e da Prefeitura Municipal de São Cristóvão. Mediante avaliação feita na visita técnica realizada em julho de 2007 pela representante da UNESCO, Dora Aríza Gusmán, e pelo Vice-presidente do Conselho Internacional de Monumentos e Sítios no Brasil (ICOMOS), Eugênio de Ávila Lins, foi elaborado anexo que figura como último pré-requisito para o certame.

Assim, em nome do justo e alvissareiro título pleiteado por São Cristóvão e que beneficiará Sergipe, seja pela sua consagração como rota do turismo nacional e internacional, seja pela atração de parceiros e recursos que um Estado reverenciado com uma cidade Patrimônio da Humanidade enseja, convocamos a todas as autoridades em suas diversas instâncias políticas e jurídicas; convocamos a imprensa falada, escrita e televisada; convocamos os cidadãos dos 75 municípios para juntos abraçarmos essa causa que enobrece a sergipanidade.

COMISSÃO PRÓ-CANDIDATURA DA PRAÇA SÃO FRANCISCO A PATRIMÔNIO UNIVERSAL DA HUMANIDAD

Louvor, tradição e fé: História e cotidiano da Praça São Francisco*

Por Thiago Fragata**

A antiga São Cristóvão tem configuração urbanística medieval - lembra uma acrópole grega – arquitetada segundo a mentalidade de seus benfeitores em duas cidades ou planos: a cidade-alta e a cidade-baixa. A cidade-alta, ou centro histórico, sediava a estrutura do poder político-judicial e religioso da Capitania de Sergipe D’El Rey; quanto à cidade-baixa, estava destinada ao comercio e a pesca facultada pelo rio Paramopama, afluente do rio Vaza-barris que constituía principal zona da produção canavieira. As “cidades” aglomeravam atores distintos, classes distintas que, em raríssimas ocasiões, contracenavam nas praças da urbe secular. No centro histórico encontramos a Praça da Matriz, a Praça do Carmo e a Praça São Francisco. Essas praças testemunharam as batalhas, as solenidades cívicas, os atos religiosos e as festas, enfim os momentos mais especiais da vida sancristovense.

A Praça São Francisco tem História. Dentre tantos conceitos que a palavra praça pode representar, o mais compreensível de todos é o de um espaço amplo e aberto cercado de edifícios. Dessa forma ponho em relevo o caso da Praça São Francisco, nome emprestado do antigo e portentoso Convento que junto com a Santa Casa de Misericórdia, o Palácio Provincial e a Ouvidoria desenham seu retângulo ou seu espaço de vivências. No desenrolar dos séculos a memória dessa praça assustaria o leigo: colonizadores despossuídos rogam auxílio às portas da Misericórdia, assim como os órfãos, as viúvas e tantos infelizes; holandeses queimam e matam pelo controle da cidade amontoando defuntos no espaço público; franciscanos arregimentam trabalhadores para construção de um convento; frequentemente, solenidades garbosas marcam a posse de capitães-mores e ouvidores.

Povo, poder e clero deixaram suas pegadas na Praça São Francisco. Tantas personalidades... seria inútil citar e impossível quantificar. Incita nossa imaginação pensar o que pensou/sentiu Gregório de Matos Guerra quando esteve em São Cristóvão em fins do século XVII. Embora não tenha pintado com seus versos sarcásticos uma lisonjeira “Descrição da cidade de Sergipe Del Rey”, o poeta barroco afirma ter encontrado “dois conventos, seis padres, três letrados”.[1] No entanto, a antiga capital sergipense, pacata demais, pobre demais, diferente da capital baiana, Salvador, que também não tinha o afeto de “Boca do inferno”, no século XX agrada Irmã Dulce no momento em que inicia seus estudos num dos conventos da cidade (1933). Em São Cristóvão, a “mãe dos pobres” é batizada com o nome da avó na Congregação da Imaculada Conceição. Considerada santa em razão dos seus trabalhos sociais e do seu devotamento, a Irmã Dulce tem seu nome na lista dos brasileiros que esperam a canonização do Vaticano.

A Praça de São Francisco tem religião. Não apenas o convento que outrora abrigou a ordem franciscana tão dinâmica na vida social da cidade, mas os carmelitas e religiosos das tantas irmandades católicas sempre organizaram quermesses, sermões, missas campais e procissões nessa praça. Tanto a Procissão do Senhor dos Passos quanto a Procissão do Fogaréu e a encenação da Paixão de Cristo tem seu enredo, cenário e palco na Praça São Francisco. E ela tem efetivamente participado do cotidiano da cidade em mais de quatros séculos de experiência histórica.

A Praça São Francisco tem festa. Espaço principal de eventos como o Carnaval, o São João, a Cidade Seresta e o Festival de Arte de São Cristóvão, nela se concentram os respectivos brincantes do frevo, do forró, da boemia e da cultura popular. O patrimônio imaterial ganha relevo nesta praça. Nas serestas milhares de espectadores festejam o desempenho de astros da música nacional no cenário barroco que complementa o romantismo de canções e noites enluaradas.

Por último e não menos importante, vale ressaltar que a referida praça é um postal completo da cidade histórica, êxtase dos visitantes e pesquisadores, o que nos remete a verdade de Eurico Amado quando reputa que “a Praça São Francisco é, com certeza, o mais belo e harmonioso conjunto arquitetônico colonial do Brasil. Nela o visitante tem a impressão de estar integrado num longínquo instante da História, convivendo com as primeiras raízes da nacionalidade”.[2] Não se pode esquecer que o Museu Histórico de Sergipe e o Museu de Arte Sacra estão situados na referida praça, respectivamente, nas dependências do antigo Palácio Provincial (1960) e na Ordem Terceira do Convento São Francisco (1974). Um e outro permitem ao visitante conhecer o imaginário e a reconstituir a vida, o ambiente religioso e social dos séculos XVII, XVIII, XIX e início do XX.



* Proposição de inscrição da Praça São Francisco a Patrimônio da Unesco. Aracaju: Secretaria de Estado da Infra-Estrutrura, IPHAN, Prefeitura Municipal de São Cristóvão, 2006, p. 117-122.

** Thiago Fragata - Co-autor da Proposição e coordenador da Comissão Pró-Candidatura da Praça São Francisco de São Cristóvão na lista de Patrimônio da Humanidade; Pós-graduando em História Cultural pela Universidade Federal de Sergipe (UFS), Professor da Rede Estadual de Educação (SEED-SE) e sócio-efetivo do Instituto Histórico e Geográfico de Sergipe (IHGS). E-mail: thiagofragata@gmail.com

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

[1] - NUNES, Maria. Sergipe Colonial II. Rio de Janeiro: Tempo Brasileiro, 1996, p. 317.

[2] - CARVALHO, Eliane Maria Silveira Fonseca. São Cristóvão e seus monumentos: 400 anos de História. Aracaju, 1989, p. 27.

SOBRE A PROPOSIÇÃO DE INSCRIÇÃO DA PRAÇA SÃO FRANCISCO EM SÃO CRISTÓVÃO NA LISTA DO PATRIMÔNIO DA HUMANIDADE


Por Thiago Fragata*


São Cristóvão, em Sergipe, afamada quarta cidade mais antiga do Brasil, vive a expectativa de ser consagrada Patrimônio da Humanidade. A possibilidade foi confirmada recentemente pela Unesco. A Proposição de Inscrição da Praça São Francisco em São Cristóvão na Lista do Patrimônio Mundial foi elaborada mediante supervisão do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), patrocínio do Governo do Estado de Sergipe, através da Secretária de Infra-Estrutura, e apoio da Prefeitura Municipal de São Cristóvão (PMSC). Alguns intelectuais contribuíram na concepção do trabalho com textos específicos sobre variados aspectos da cidade histórica.

O presente artigo pretende informar a respeito do pleito e conteúdo da proposição. Antes de resenhar os textos que compõem a obra, convém salientar o excelente levantamento cartográfico nele apresentado. Mapas dos séculos XVII, XVIII e XIX permitem vislumbrar a posição, a toponímia e as mudanças da cidade. Uma linha do tempo combina a efeméride sancristovense e o inventário dos bens imóveis. Belas fotos da década de 1940 do casario e templos religiosos fazem paralelo com tomadas recentes, inclusive, aéreas.

O primeiro artigo, “A cidade de São Cristóvão na formação histórica sergipana: da colônia aos dias atuais” é assinado por Maria Thétis Nunes. Nele a trajetória da conquista territorial, a colonização e a urbanização da cidade foram pormenorizadas, com ênfase nos principais lances da vida política sergipana que tiveram o cenário da ex-capital.


A “Evolução urbana de São Cristóvão: análise da evolução morfológica do espaço urbano” tem autoria de José Leme Galvão Junior. Apresenta 8 momentos da evolução urbana da cidade tendo como referência o Plano Urbanístico elaborado pelo Prof. Américo Simas, em 1979. Deixa patente que a fundação (1590-1606), a Mudança da Capital (1855) e a chegada da via férrea (1912) foram os momentos de maior transformação do cenário urbano, tanto na cidade-alta quanto na cidade-baixa.


Intitulado “São Cristóvão: urbanismo e arquitetura”, o artigo de Augusto Silva Teles trata da constituição da trama urbana do centro histórico, mostrando a arquitetura dos templos religiosos, praças e dos prédios civis. Interpreta as praças da Matriz, do Carmo e a São Francisco - objeto da candidatura de São Cristóvão - enquanto logradouros formadores do núcleo histórico. Faz análise substancial da Praça São Francisco desvelando seu valor cultural e justificando sua inscrição na lista dos bens culturais do Patrimônio Mundial, nas categorias II e IV.


O Professor Luiz Fernando Ribeiro Soutelo, por sua vez, assina o texto “Convento de Santa Cruz e a Igreja Conventual: a presença franciscana”. Esclarece que a obra autorizada pelo Capitulo Provincial em 1657 demorou mais de um século para ganhar o formato atual em razão da pobreza do lugar e da ordem religiosa. Seu relato abrange todas as dependências do majestoso convento, destacando ícones e esculturas da sacristia, claustro, altares, retábulos, etc. Atenta que o templo é único no Brasil em que a Ordem Terceira (onde funciona o Museu de Arte Sacra) é perpendicular ao convento.

“Louvor, tradição e fé: História e cotidiano da Praça Francisco” tem marca de José Thiago da Silva Filho (Thiago Fragata). Rememora lances e personagens enredados no aludido cenário. Apresenta a praça que fundamenta o pleito internacional enquanto espaço de festas, de religião e lazer. Endossando parecer de Eurico Amado o historiador assinala que “a Praça São Francisco é, com certeza, o mais belo e harmonioso conjunto arquitetônico colonial do Brasil. Nela o visitante tem a impressão de estar integrado num longínquo instante da História, convivendo com as primeiras raízes da nacionalidade”.

A Professora Aglaé D’Ávila Fontes apresenta “São Cristóvão: aspectos culturais”. Mostra que a religiosidade do cenário, representada nas igrejas e diversas irmandades de outrora, é o fulcro das manifestações populares de louvor e alegria, como as procissões e o folclore. Dentre os festejos trata do Carnaval, do São João, da Seresta e do Festival de Arte de São Cristóvão. Explana sobre o artesanato nas suas diversas categorias: cestaria, escultura, artes plásticas, culinária, ponto-de-cruz, etc

No último artigo, Edinaldo Batista dos Santos traça “A Paisagem e o Homem: aspectos sócio-ambientais”. Embasado em números do Instituto Brasileiro Geográfico e Estatístico (IBGE), o autor discute o saneamento ambiental e as potencialidades naturais da cidade, o que amplia sua vocação para o turismo. Sobre os recursos hídricos, informa que as bacias do rio Sergipe e do Vazabarris banham a cidade, e que maior parte dos problemas da qualidade de vida da população tem relação com a água.

A Convenção Internacional sobre a Proteção do Patrimônio Mundial, Cultural e Natural, criada na 17ª. Conferência Geral da Unesco em 1972, organiza a eleição e lista do patrimônio mundial. Seu objetivo é desenvolver ações para guarda e proteção de bens culturais ou naturais que tenham importância universal excepcional.

De acordo com o tramite burocrático, São Cristóvão recebeu visita da comissão do ICOMOS (Conselho Internacional de Monumentos e Sítios), ocorrida em julho de 2007, que avaliou o potencial da Praça São Francisco, principal conjunto arquitetônico e objeto da inscrição. O parecer emitido influirá no resultado do pleito. A exemplo de Ouro Preto, Olinda, Salvador e Goiás, foi ressaltado que São Cristóvão reúne potencialidades indiscutíveis para merecer a unanimidade dos jurados. O patrimônio cultural dos sergipanos, orgulho de João Bebe-Água, merecemerece o reconhecimento internacional.

Thiago Fragata - Co-autor da Proposição e coordenador da Comissão Pró-Candidatura da Praça São Francisco de São Cristóvão na lista de Patrimônio da Humanidade; Pós-graduando em História Cultural pela Universidade Federal de Sergipe (UFS), Professor da Rede Estadual de Educação (SEED-SE) e sócio-efetivo do Instituto Histórico e Geográfico de Sergipe (IHGS). E-mail: thiagofragata@gmail.com

CRONOLOGIA DA CANDIDATURA DA PRAÇA SÃO FRANCISCO DE SÃO CRISTÓVÃO NA LISTA DO PATRIMÔNIO DA HUMANIDADE

2005 - Governador João Alves Filho em viagem a Europa busca informações na sede da Unesco, em Paris, na França, sobre os critérios exigidos para inscrição de São Cristóvão como Patrimônio Universal da Humanidade. No seu retorno, Governador agenda reunião com a superintendência do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – Sergipe (IPHAN/SE) e formaliza solicitação para que este junto a Secretaria de Infra-Estrutura (SEINFRA) pudesse traçar um plano de ações visando candidatura de São Cristóvão.

2006 - Marco Antônio Faria Galvão, arquiteto que coordenou a candidatura do centro histórico de Goiás reconhecido Patrimônio da Humanidade em 2003, foi contratado pelo Governo do Estado para coordenar equipe de estudos visando elaboração da propositura sergipana.

5/3/2007 – Diretor do Centro do Patrimônio Mundial, Francesco Bandarin, informa que a propositura da Praça São Francisco de São Cristóvão foi aceita na sede da UNESCO, em Paris, por atender os critérios técnicos exigidos pelo Conselho Internacional de Monumentos e Sítios no Brasil (ICOMOS).

8/7/2007 – Governador Marcelo Deda compromete-se a cumprir todas as etapas da candidatura perante a representante da UNESCO, Dora Aríza Gusmán, e o Vice-presidente do Conselho Internacional de Monumentos e Sítios no Brasil (ICOMOS), Eugênio de Ávila Lins, que juntos visitaram a Praça São Francisco e prestigiaram manifestações culturais de São Cristóvão. A comissão internacional reuniu-se com diversas instituições para debater a candidatura, a exemplo da Secretaria de Estado da Infra-estrutura, de Cultura, de Turismo; da Prefeitura Municipal de São Cristóvão, do Tribunal de Justiça; do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, do Instituto Histórico, Geográfico de Sergipe; Universidade Federal de Sergipe e comunidade sancristovense.

09/2007 - Representante do Conselho Internacional de Monumentos e Sítios no Brasil apresentou parecer técnico na sede da UNESCO, em Paris, aonde sugeriu elaboração de anexo para completar a propositura. Esse anexo deveria tratar não apenas da Praça São Francisco de São Cristóvão mais destacasse suas particularidades num quadro comparativo com outras praças existentes na América Latina. Parecer técnica enfatizou também a implantação de um plano diretor na cidade histórica como pendência para legitimidade da candidatura.

13/02/2008 – Marco Antônio de Faria Galvão expõe o anexo III aos representantes do Governo do Estado de Sergipe, IPHAN-SE, Prefeitura Municipal de São Cristóvão, Monumenta e comunidade em geral. Dois dias depois protocola na sede do IPHAN, em Brasília, o anexo que deverá completar a propositura a ser julgada finalmente em junho pela comissão da UNESCO.

15/02/2008 – Formada Comissão Pró-candidatura da Praça São Francisco de São Cristóvão Patrimônio da Humanidade que objetiva divulgar e mobilizar forças políticas e o povo sergipano em prol da candidatura da cidade sergipana.

Lista de bens culturais e naturais do Brasil reconhecidos Patrimônio da Humanidade pela UNESCO

PATRIMÔNIO HISTÓRICO
1980 - Cidade Histórica de Ouro Preto
1982 - Cidade Histórica de Olinda
1985 - Centro Histórico de Salvador, Bahia
1985 - Santuário de Bom Jesus em Congonhas
1986 - Parque Nacional do Iguaçu
1987 - Brasília
2001 - Centro Histórico da Cidade de Goiás

PATRIMÔNIO NATURAL
1991 - Parque Nacional da Serra da Capivara
1997 - Centro Histórico de São Luís, Maranhão
1999 - Centro Histórico da Cidade de Diamantina
1999 - Costa do Descobrimento – Reserva da Mata Atlântica
1999 - Mata Atlântica – Reservas do Sudeste
2000 - Área de Conservação do Pantanal
2000 - Parque Nacional do Jaú
2001 - Áreas protegidas do Cerrado: Chapada dos Veadeiros e Parque Nacional das Emas
2001 - Ilhas Atlânticas Brasileiras: Reservas de Fernando de Noronha e Atol das Rocas

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008

São Cristóvão mantém candidatura a Patrimônio da Humanidade


No dia 14/02, o arquiteto Marcos Antônio Galvão, coordenador da candidatura de São Cristóvão/SE ao titulo de Patrimônio da Humanidade, apresentou no convento do Carmo da referida cidade para representantes do Governo do Estado, Monumenta, IPHAN, Prefeitura de São Cristóvão e da comunidade o anexo exigido pela comissão de UNESCO que visitou São Cristóvão ano passado. O documento será encaminhado para sede, em Paris, no próximo dia 28, referendando a candidatura da cidade sergipana. Na reunião, o arquiteto mostrou-se satisfeito com o andamento do plano diretor, outro requisito da candidatura, mas ressaltou a importância do empenho das instituições políticas e culturais no cumprimento de suas respectivas obrigações. Também lembrou que em junho a UNESCO julgará a candidatura de São Cristóvão.

Por último, Comissão Pró-candidatura de São Cristóvão a Patrimônio da Humandade formada comprometeu-se a cumprir agenda de atividades para mobilização e divulgação da campanha.