quarta-feira, 26 de novembro de 2008

Os Espanhóis em Sergipe Del Rey



A novidade da literatura sergipana é o livro Os Espanhóis em Sergipe Del Rey, de Robervan Barbosa de Santana. Hispanista de primeiro quilate, bacharel e licenciado em Geografia pela UFS o autor apresenta aspectos intrigantes da História e da cultura sergipana, remetendo-os ao período filipino, conhecido nos bancos escolares como União Ibérica (1580-1640). Expressões recorrentes da prosódia interiorana como vixe Maria e oxente, invocações religiosas como a Nossa Senhora da Vitória, padroeira de São Cristóvão, por exemplo, figuram enquanto indícios de uma herança espanhola. Para Thiago Fragata, coordenador da Comissão Pró-candidatura da Praça São Francisco, de São Cristóvão, a Patrimônio da Humanidade, “a obra aparece como um reforço da propositura que voltará a defender em Sevilha, em junho de 2009, a praça como herança do que determinava as antigas ordenações urbanísticas do período filipino”.

Publicado no JORNAL DO DIA, ano IV, N. 1.165, 26/11/2008, p. 20.

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Onde nasce o Paramopama ? (II)

Entidades se reuniram para limpar trecho do rio Paramopama - 26/11/2008
Campanha Educativa “Praia e Rios, Vamos Limpar e Ajudar a não Sujar"
Foto: José Lucio Batista Silva


RESUMO: Artigo dividido em dois tópicos. Num consta a exegese (estudo da origem) da palavra "paramopama", no outro apresenta uma pesquisa detalhada sobre a origem do rio.



ONDE NASCE O RIO PARAMOPAMA? - II


O porto das Pedreiras teve grande importância na exportação dos gêneros produzidos em Sergipe, favorecido pela distância da foz do Vaza-Barris e pela sua profundidade. Sua atividade perpassou a Mudança da Capital (1855) quando a economia de São Cristóvão foi à bancarrota. Na Corografia do Estado de Sergipe, obra do final do século XIX, Silva Lisboa confirma os marcos de um grande trapiche do LIoyd, propriedade da antiga Companhia Bahiana.[1]

Mas o rio Paramopama é, era de baixo calão, raso, de modo que as grandes embarcações dependiam da maré alta para atingir o extinto Porto da Banca ou o Porto São Francisco. Diante do inconveniente, as mercadorias ficavam nas Pedreiras, seguindo no lombo de jumentos para a sede, aonde eram taxadas na Tesouraria Provincial e/ou comercializadas. Nesse trajeto, a corrupção e o desvio eram constantes. Alguns senhores preferiam transportar suas mercadorias em “sumacas ajoujadas”, pequenas embarcações amarradas, o que resultava em viagens demoradas, por vezes desastrosas. Nesse sentido, a falta de um porto adequado figurou como argumento para transferência da capital para Aracaju. 


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terça-feira, 4 de novembro de 2008

Onde nasce o Paramopama ? (I)


Rio Paramopama, em São Cristóvão/SE. Foto: Marco Galvão, 2005.

RESUMO: Artigo dividido em dois tópicos. Num consta a exegese (estudo da origem) da palavra "paramopama", no outro apresenta uma pesquisa detalhada sobre a origem do rio. 



ONDE NASCE O RIO PARAMOPAMA? - I

Durante muito tempo, fiz a pergunta aos conterrâneos e professores acerca do principal rio de São Cristóvão. A negativa alimentou a curiosidade e as pesquisas renderam informações controversas sobre a origem do nome e a origem do rio. Escrevo, então, para sistematizar as informações coligidas nos arquivos, bibliotecas e trilhas do enigmático rio Paramopama, o patrimônio natural destacado nesse artigo. 

Teodoro Sampaio, na obra O Tupi na Geografia Nacional (1987), considera o termo paramopama uma derivação corrompida do tupi “pará-mo-pama, o mar feito bravo o mar embravecido”. Armindo Guaraná, no Glossário Etimológico dos nomes da língua tupi na Geografia do Estado de Sergipe (1916), decompõe o termo de modo diferenciado e explica que “pará = por; pira = peixe: mapoan = enganar: o peixe enganou”.[1] Ao longo dos séculos sua grafia variou; paramopama já foi paramopamba, piramopama e paramopana. Minha ignorância a respeito da língua geral dos tempos coloniais, o tupi, impossibilita esclarecer qual exegese seja mais pertinente.

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