quarta-feira, 25 de novembro de 2009

ESQUELETO ENCONTRADO NA PRAÇA SÃO FRANCISCO

Esqueleto estava enterrado a frente da antiga Santa Casa de Misericórdia. Foto: Daniel de Castro


Encontrado na segunda-feira, 23/11, mais um esqueleto nas imediações da Praça São Francisco de São Cristóvão, candidata ao título de Patrimônio da Humanidade. O achado ocorreu em função das escavações da obra da Iluminação Luminotécnica Subterrânea. Daniel de Castro Bezerra, arqueólogo, avalia que "diferente dos ossos encontrados no ano passado, esse está completo, o que possibilitará aos estudiosos definirem sexo, idade e até causa morte". Ele informa ainda que de acordo com o entendimento firmado entre Governo do Estado e Instituto do Patrimônio e Histórico Artístico Nacional (IPHAN), todo o material encontrado ficará sob os cuidados do Museu Histórico de Sergipe até a conclusão da obra, quando será realizada missa campal e enterramento no cemitério local. De acordo com a legislação em vigor a exposição de esqueletos encontrados em via pública é proibida, a exceção existe somente para achados pré-históricos.


Para Thiago Fragata, que é diretor do Museu Histórico de Sergipe e historiador, "no passado, o enterro dentro ou no interior das igrejas significava a certeza de encontrar o caminho dos céus; a mentalidade ou o local destinado aos enterros mudou a partir da epidemia do colera morbus que atingiu Sergipe em setembro de 1855. Aí as autoridades proibiram a prática dos enterros no chão sagrado e incentivaram a criação de cemitérios. Em São Cristóvão o primeiro cemitério afastado do centro urbano foi inaugurado no Alto da Colina das Almas e chegou a ser visitado pelo Imperador D. Pedro II, em sua visita a ex-capital no dia 17 de janeiro de 1860".

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Zefa da Guia:a maternidade do sertão

Zefa da Guia, de Poço Redondo/Sergipe

Hoje, 20 de novembro, dedicado a consciência que ainda não temos, gostaria de lembrar um nome que Sergipe precisa conhecer e reconhecer. Trata-se de Zefa da Guia, alguém que conheci nas andanças pelos sertões. Entrevistei ela algumas vêzes, mas não mim perguntem o seu nome de batismo, tampouco sua idade. Basta saber que mora na encosta da Serra da Guia, em Poço Redondo, daí a composição Josefa+Guia; basta atentar as marcas do tempo na face e a serenidade do seu olhar.

Recentemente, foi homenageada em Olinda pelo seu trabalho como parteira e pela liderança que exerce em sua comunidade já reconhecida como reserva quilombola. Essa é a mulher que fez nascer mais de 5 mil crianças desde que começou suas atividades aos 11 anos.

Considero justo o título de "A maternidade do sertão" para essa negra mulher parteira que administra ervas da caatinga para cura dos pacientes. Com o seu auxílio nasceram sergipanos, alagoanos, pernambucanos e baianos, ao longo das últimas 5 décadas. Não por acaso diz um verso da minha poesia "Ser-tão Caatingueiro": Zefa da Guia apára menino a granéu.

Saber mais:


segunda-feira, 16 de novembro de 2009

RIO PARAMOPAMA: HISTÓRIA, PROBLEMAS E SOLUÇÕES*

Painel pintado nas imediações do rio Paramopama pelo Pelotão Ambiental do Colégio Estadual Padre Gaspar Lourenço (NEA), 2008.


Cleverton Costa Silva**

A historiografia sergipana aponta duas localizações iniciais de São Cristóvão antes da sua fixação definitiva, ambas em Aracaju, primeiro às margens do rio Sergipe e posteriormente às margens do rio Poxim no período entre 1590 e 1607. É ao ano de 1607 que os historiadores atribuem a fixação de São Cristóvão ao seu sítio atual, a região do Monte Una e do rio Paramopama.

Neste contexto, o Monte Una permitiu o desenvolvimento urbano nos moldes europeus, com os representantes do poder civil e religioso na parte alta, e a região comercial e popular na parte baixa. Outro forte motivo para a ocupação definitiva da região foi a existência do rio Paramopama, afluente do rio Vaza-Barris e sua temida barra, que, regido pelas marés, dificultava o acesso de invasores.

O Paramopama, neste momento, demonstrava a sua importância não apenas por dificultar a entrada de inimigos dos colonizadores, mas provia os primeiros habitantes com rica alimentação. Barleus, cartógrafo holandês, já comentava que a pesca era famosa na região e estendia-se até próximo ao mar. Em 1808, o Padre Marcos Antônio de Souza (1771-1842) também evidencia a abundância da pesca da região ao mencionar os vários mariscos que se criavam nos mangues, assim como os robalos, carapebas, piaus, tainhas e curimãs nos rios.

Tais características, fortemente atribuídas ao rio Paramopama, alimentam também uma curiosa discussão sobre a toponímia, ou seja, o significado da palavra Paramopama. São duas as versões conhecidas para o nome do rio: uma de Teodoro Sampaio (1885-1937), que interpreta a palavra como “o mar embravecido”, talvez se referindo às violentas cheias ainda hoje presenciadas pela comunidade; a outra versão é de Armindo Guaraná (1848-1924), que decompõe a palavra em pirá (peixe) e mapoam (iludir), resultando em algo como “o peixe enganou”, interpretação mais difícil de compreender. Embora discordassem entre si do significado, ambos apontaram o termo como de raiz indígena.

Na primeira metade do séc. XIX, o movimento comercial e de serviços era maciço no rio Paramopama, especialmente nos portos São Francisco, da Banca e das Salinas, entre outros, ratificando o papel vital da parte baixa da cidade. Porém, em 17 de março de 1855, São Cristóvão deixa de ser Capital de Sergipe por decisão do Presidente da Província, Inácio Barbosa, influenciado pelos interesses de políticos e empreendedores da cultura canavieira no vale da Cotinguiba, como era conhecida a bacia do Rio Sergipe.

Segundo Inácio Barbosa, São Cristóvão não possuía estrutura portuária, e o rio Paramopama não permitia a entrada de grandes embarcações. Assim, pela necessidade de Sergipe se lançar no mercado internacional e devido às limitações de navegabilidade do Paramopama, inicialmente essenciais na formação e organização do território sergipano, o rio foi apontado como o entrave maior para a permanência de São Cristóvão como Capital.

Desprovida do prestígio de ser Capital de Sergipe, São Cristóvão inicia o século XX com o testemunho de fé de Serafim Sant’iago, que publica o Anuário Cristovense (1910) onde, evocando a memória dos mais antigos, relata o achado da Imagem do Senhor dos Passos nas águas do Paramopama, fato que originou a secular procissão.

Na década de 1910, São Cristóvão retoma o seu desenvolvimento e inicia-se na era fabril, que até a década de 1970 impulsionou a economia local, garantiu o sustento de várias famílias e influenciou o crescimento da cidade. O rio Paramopama teve importância primária para a instalação desta atividade, pois pelo rio escoava para a Fábrica Sam Christóvam a lenha para os fornos e o algodão através de canoas de tolda e saveiros. Do rio, a fábrica ainda extraía energia elétrica e utilizava a água do manancial da Prata no processo produtivo.

Com o fechamento das fábricas Sam Christóvam e São Gonçalo, o desemprego assolou a cidade, foi um segundo ciclo de decadência. Para muitas famílias, viver do rio era a única opção, o rico estuário do rio Paramopama acolhia mais filhos, além dos pescadores e marisqueiras já organizados na Colônia Z2. Hoje, a população de São Cristóvão busca trabalho empregando-se no serviço público e nas empresas de comércio e serviços de Aracaju, alimentando também esperanças no desenvolvimento do turismo e no retorno das indústrias para o município.

É impossível pensar a prosperidade de São Cristóvão sem ligá-la ao rio Paramopama. Apesar de seus aproximados 18km de extensão, o rio teve papel ativo em todas as fases pela qual a cidade passou. Como recurso natural, o Paramopama foi rica fonte de alimentação, saciava a sede da população através de fontes como as da Bica, da Prata, São Gonçalo, da Vila, entre outras.

No passado, as matas e mangues que protegem o rio Paramopama forneceram muita lenha e madeira, seja para a construção naval, edificações ou uso cotidiano. Atualmente, embora não haja uma demanda tão grande de consumo de lenha e madeira, a extração desordenada destes recursos contribui bastante com a degradação ambiental no Paramopama. Somam-se a isto graves problemas ambientais na zona urbana e rural abrangidas pelo rio, a exemplo da poluição por agrotóxicos, retirada de areia, lixo e esgotos sem tratamento.

Desde o século XIX, o crescimento desordenado da cidade atingiu em cheio o rio Paramopama, que teve as suas margens ocupadas por residências de habitantes da parte baixa da cidade, fazendo a população ficar ainda mais vulnerável às enchentes.

O QUE FAZER PELO RIO PARAMOPAMA?

O direito ao ambiente sadio e ecologicamente equilibrado para as presentes e futuras gerações é garantido pela Constituição Federal de 1988, em seu Art. 225. Porém, para usufruir deste direito, cada cidadão deve pensar e agir em função do bem-estar coletivo, principalmente revendo os seus hábitos como indivíduo e discutindo com a sociedade as melhores alternativas para as nossas comunidades.

O rio Paramopama, patrimônio essencial para a origem e o desenvolvimento da sociedade sergipana, não pode sofrer desprezo e degradação, pois qualquer agressão ao rio Paramopama e todo o seu ecossitema associado se voltará contra os pescadores, marisqueiras, comerciantes e cada cidadão sancristovense. Assim, a sociedade de São Cristóvão deve ser sábia ao pensar e enérgica ao agir.

Neste contexto, cada ser humano é um educador. Os professores devem ser sensíveis para aprender com seus alunos e pais de alunos, mas também prepará-los para a cidadania, estimulando a participação em processos de decisão e reivindicação. Outro desafio é trazer a realidade do rio Paramopama e seus diversos personagens para a sala de aula, buscando o apoio de estudiosos e pessoas ribeirinhas ou que tiram sustento e convivem com o rio para permitir que a discussão e o empoderamento das comunidades encontrem a escola como um dos seus lugares cativos.

Por fim, é dever de todos nós pressionar o poder público para trabalhar pela conservação do rio Paramopama, buscando a sustentabilidade, mas também sensibilizar, protestar e apoiar ações e mudanças de atitude em prol do Paramopama, assim como lutar pela prosperidade econômica e o bem-estar socioambiental em nosso município. Neste sentido, iniciativas como a construção de Agendas 21 escolares e municipal, assim como a aprovação do Plano Diretor e o engajamento da população na obtenção do título de Patrimônio da Humanidade para São Cristóvão podem ser frentes muito importantes para se alcançar a sustentabilidade nesta querida cidade.


* Texto-base da palestra proferida por Cleverton Costa na 5a. edição do Projeto São Cristóvão: conhecendo nossa História, dia 14 de novembro de 2009.
** Técnico em Turismo e Tecnólogo em Gestão de Turismo pelo Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Sergipe – IFS (antigo CEFET); pós-graduando em Didática e Metodologia do Ensino Superior na Faculdade São Luis de França; integrante da Comissão Pró-candidatura da Praça São Francisco a Patrimônio da Humanidade; Membro do Coletivo Jovem de Meio Ambiente de Sergipe. E-mail: clevertonsilva@gmail.com

REFERÊNCIAS DE PESQUISA

FRAGATA, Thiago. Procissão dos Passos em São Cristóvão/SE. Senhor dos Passos em todos os passos. Aracaju: J. Andrade; Banco do Nordeste, 2006. p. 21-5.
GRUPO DE RESTAURAÇÃO E RENOVAÇÃO ARQUITETÔNICA E URBANA. Plano urbanístico de São Cristóvão – vol. 2. Salvador: UFBA, 1980.
NUNES, Maria T. Aspectos históricos da Cidade de São Cristóvão. In: Revista do Instituto Histórico e Geográfico de Sergipe. Aracaju, nº 32, p. 129-33, 1993-1999.
SAINT-ADOLFE, J. C. R. Dicionário da província de Sergipe. Francisco José Alves; Itamar Freitas (orgs.). São Cristóvão: UFS/ Fund. Oviêdo Teixeira, 2001.
SANTOS, Everton M. de O. Degradação ambiental na bacia do Rio Paramopama no município de São Cristóvão em Sergipe (BRASIL). 60 p. Monografia (Especialização) - Núcleo de Estudos e Pós-Graduação em Recursos Naturais – NEREN/DEA – Universidade Federal de Sergipe, São Cristóvão, 2007.
SILVA, Cleverton C. Águas fluviais e o ecoturismo em Sergipe: possibilidades no rio Paramopama, em São Cristóvão. 125p. (Monografia CEFET/CTH), 2008.
SILVA, José L. O surgimento da indústria e do operário têxtil em São Cristóvão: (1912-1935). (Monografia) Universidade Federal de Sergipe, 2002.
SOUZA, Marcos A. Memória sobre a Capitania de Sergipe – ano de 1808. Aracaju: 2005.

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Maria Thetis, museóloga sim!


Thiago Fragata*

Maria Thetis Nunes, falecida no último dia 25 de outubro, é mesmo uma sergipana que orgulha e envaidece o Estado de Sergipe. Depois de passar pela vida semeando amigos e ensinando os leigos, de produzir dezenas de livros como historiadora, de ser homenageada com biografias as mais diversas, eis que o Museu Histórico de Sergipe reabre suas portas a visitação no dia de hoje com uma novidade: um auditório batizado com o nome Maria Thetis Nunes, a museóloga.

A professora Thetis - como era conhecida de todos - foi aluna de Gustavo Dodt Barroso (1888-1959). Este um dos grandes nomes da museologia brasileira por ter fundado o Museu Histórico Nacional, no Rio de Janeiro, em 1922, instituição que dirigiu durante décadas. Em 1957, a sergipana de Itabaiana matriculou-se no curso daquela instituição, numa turma de 26 alunos, dentre os quais se destacavam Lélia Coelho Frota (poetiza, antropóloga, historiadora e crítica de arte) e Sydney Simons Braga. Apenas este e mais nove matriculados conseguiram o diploma em 8 de janeiro de 1960. Infelizmente, não houve formatura naquele ano porque o homem considerado “Pai da Museologia Brasileira” falecera no dia 3 de dezembro do ano anterior.

Vencedora, sempre vencedora, Thetis conquistou o título de museóloga mas nunca se apresentou ou executou trabalho na área. Nunca foi pegar o diploma, como chegou a segredar certa vez. O curso criado por Gustavo Barroso foi transferido para a Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro, em 1979, modulando a graduação.

Sem dúvida, a intenção do Governo do Estado de Sergipe, através da Secretaria de Cultura, em homenagear a inesquecível Maria Thetis Nunes é muito pertinente e inovadora. Pois ela formou-se no ano da fundação do Museu Histórico de Sergipe, numa diferença de dois meses apenas! Quem sabe chegou a prosear com Junot Silveira e Jenner Augusto, irmãos que tornaram possível a existência do museu mais antigo de Sergipe.

Enfim, museu é lugar de pesquisa, assim como o arquivo e a biblioteca. A diferença se acha no tipo de fonte de conhecimento. Dessa forma, pensar o Museu Histórico de Sergipe como lugar de pesquisa é a melhor forma de lembrar Maria Thetis Nunes.



REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA: SÁ, Ivan; SIQUEIRA, Graciele. Catálogo de Museus (MHN) 1932-1978: alunos, graduandos e atuação profissional. Rio de Janeiro, UNIRIO, 2007, p. 139 a 141.


[*] Professor especialista em História Cultural pela Universidade Federal de Sergipe (UFS), membro do Instituto Histórico e Geográfico de Sergipe (IHGSE), coordenador da Comissão Pró-candidatura da Praça São Francisco a Patrimônio da Humanidade e Diretor do Museu Histórico de Sergipe (MHS). E-mail: thiagofragata@gmail.com

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Projeto Conhecendo Nossa História abordará o rio Paramopama


No próximo dia 14 do mês corrente, às 14 horas, no auditório do Museu de Arte Sacra de São Cristóvão, acontecerá mais uma edição do projeto São Cristóvão: conhecendo Nossa História realizado pela Secretaria Municipal de Educação. Na sua quinta edição, o turismólogo Cleverton Costa Silva concederá a palestra "Rio Paramopama: História, problemas e soluções". O projeto discute temas do universo cultural e das potencialidades naturais, tendo como balizas a Educação Patrimonial e a Educação Ambiental. O professor Thiago Fragata, idealizador e coordenador do projeto, esclarece que "embora o público-alvo do projeto seja os professores do município, alunos e comunidade em geral pode e deve participar".

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

São Cristóvão realiza Conferência Municipal de Cultura

Aglaé Fontes explica a proposta da conferência

“Um homem não vive sem ideais, e uma cidade não pode crescer sem estes ideais”. Foram as palavras entusiasmadas da professora Aglaé Fontes, Secretária de Cultura de São Cristóvão e um ícone na cultura sergipana, na Conferência Municipal de Cultura de São Cristóvão, que aconteceu sexta-feira, 30, na cidade.

O encontro que reuniu vários artistas e produtores culturais da cidade buscou sensibilizar os cidadãos são-cristovenses de que eles são os principais responsáveis para a consolidação de São Cristóvão como um patrimônio cultural da humanidade, além de prepará-los para a Conferência Estadual de Cultura que acontece nos dias 3 e 4 de dezembro.

Aglaé Fontes explica que delimitou cinco grupos de trabalho para melhor discutir os temas abordados pela conferência que soa Economia da Cultura; Cidadania e Cultura Simbóloca. “Definimos cinco grupos de trabalho que tratam de Produção Simbólica; Cultura, Cidade e Cidadania; Cultura e Desenvolvimento Sustentável; Cultura e Economia Criativa e Gestão Institucional da Cultura, para, a partir deles, construirmos uma política cultural eficaz e que alcance a toda a população de São Cristóvão”, assegurou.

Para a Secretária de Estado da Cultura, Eloísa Galdino, as conferências representam um passo importante para a consolidação das políticas públicas que estão sendo discutidas nacionalmente, sendo uma etapa fundamental para conduzir Sergipe à Conferência Nacional. “O que o Governo de Sergipe, através da Secretaria de Estado da Cultura está fazendo no momento em que apóia estas conferências municipais, é justamente estimar os municípios para que eles realizem suas conferências e elaborem seus planos municipais de cultura, e para que criem inclusive ferramentas de gestão importantes, como fundos municipais de cultura”, explicou. Outro ponto destacado pela secretária é a importância que as conferências municipais têm para selecionar os delegados que farão parte das comissões estadual e nacional. “A partir destas conferências nós teremos a retirada de delegados para a etapa estadual, que acontece em dezembro, e a nacional, que acontece em março. Então, este é o convite que o poder público faz para que os agentes e produtores culturais possam nos ajudar na condução da política cultual de Sergipe”, enfatizou Eloísa Galdino.

São Cristóvão é a 4º cidade mais antiga do Brasil e tem um rico acervo histórico, e cultural para ser mostrados, são 419 anos de história retratados nas ruas, prédios e no povo desta cidade. Thiago Fragata, diretor do Museu Histórico de Sergipe, afirma que a é muito importante para a cidade mandar um representante para Brasília e lutar por vaga na conferência estadual, pois o município se manterá ainda mais centrado no que diz respeito ao título de Patrimônio Histórico da Humanidade.

“São Cristóvão é um pólo com enorme potencial cultural, seja na arquitetura, folclore, artesanato, artes plásticas, dentre outros. Portanto, as pessoas que fazem a cena cultural do município não podem estar de fora deste processo, principalmente por São Cristóvão ser candidata a Patrimônio da humanidade e precisa estar bem representada”, ressaltou.

Já Jorge dos Santos, líder do tradicional grupo das Taieras da cidade, defende que é preciso proporcionar este conhecimento ao povo são-cristovense para que possa valorizar ainda mais sua cidade. “O povo de São Cristóvão precisa aprender que mora em uma cidade histórica e admirar e respeitar cada vez mais isso. Adquirir conhecimento é a melhor forma de poder passar nossa cultura para as outras gerações e até para as pessoas que visitam nossa cidade”, finalizou.