8 DE JULHO - FESTA DA EMANCIPAÇÃO POLÍTICA DE SERGIPE



Antigo Palácio Provincial, atual MHS. Foto: Everlane Morais, 2010

Brasão Imperial esculpido no MHS. Foto: Everlane Morais, 2010


Próximo domingo, 8 de julho, será comemorado festivamente os 192 anos de Emancipação Política de Sergipe da Bahia ou a independência política uma vez que Sergipe foi subordinado a esta Capitania desde sua criação em 1590. O ato da Emancipaçã foi assinado por D. João VI no dia 8 de julho de 1820.

O sobrado do Museu Histórico de Sergipe é um lugar de memória daquele contexto histórico uma vez que passou a funcionar como Palácio Provincial a partir de 1824 (após compra e reforma) quando foi ornamentado e o brasão imperial foi esculpido em sua fachada. O Palácio Provincial foi desativado após a Mudança da Capital de São Cristóvão para Aracaju em 17 de março de 1855.

PROGRAMAÇÃO DIA 8 DE JULHO 2012

15:30 Horas


CONCENTRAÇÃO PRAÇA SÃO FRANCISCO
Governador Marcelo Deda passará em revista à tropa 

Missa de Ação de Graças - 192 anos de Emancipação Política de Sergipe
Local: Igreja Santa Cruz (Convento São Francisco)

Inauguração da restauração do Lar Imaculada Conceição (Antiga Santa Casa de Misericórdia), onde irá funcionar hospedaria para turistas.

Inauguração da restauração e adaptação do prédio da antiga Delegacia, onde funcionará o Museu da Polícia Militar de Sergipe
Local: Av. Ivo do Prado, s/n

Apresentações de grupos folclóricos, Lira Sancristovense, Coral Vozes da Vitória e show da Orquestra Sanfônica de Aracaju em homenagem aos 100 anos de Luiz Gonzaga.

Você coleciona o que?


O hábito de colecionar é tão antigo quanto o ser humano. Ele começou a colecionar conquistas, ou melhor, troféus dessas conquistas (dentes de animais caçados, pedras e folhas de regiões desbravadas, plantas, etc). O colecionar sempre foi um tirocínio, um ato inclinado a revelar lição, aprendizado, nem sempre satisfação pois colecionar fracassos ou objetos para rememorar traumas, por vêzes, é exercício da sonhada superação.

Entre os dias 16 de junho e 8 de julho, o Museu Histórico de Sergipe divulgará coleções particulares dos interessados em expor seu acervo. Você que coleciona selos, cartões telefônicos, caixas de fósforos, pedras, conchas, bonecas, gibis, mangás, lp's, cd's, livros, ou qualquer outro objeto, seja ele o mais inusitado, envie fotos ou traga seu acervo. Ele integrará exposição em sala especial até o dia 8 de julho, onde o público visitante poderá também prestigiar o fruto do seu esforço pessoal. A satisfação é um dos ingredientes que alimentam o colecionismo. Não perca essa oportunidade.


O Museu Histórico de Sergipe pretende com essa iniciativa cadastrar coleção e colecionadores, fomentar encontros de colecionadores e debater sobre o colecionismo. Essa atividade educativa é parte da Exposição Temporária "Cédulas, moedas e selos brasileiros: Memória e História na palma da mão", lançada no último dia 5/6, que apresenta acervo do colecionador Waldemar Fontes Neto e tem a curadoria de Carlos Braz.

Contatos:
email: museu.sergipe@cultura.se.gov.br - museuhsergipe@gmail.com
twitter: @museuhsergipe
Fone: (79) 3261-1435

FONTE: http://www.museuhsergipe.blogspot.com.br/2012/06/voce-coleciona-o-que.html

Roda de Leitura "Gravidez na adolescência"



No último dia 30/5, quarta, os contadores da Roda de Leitura de São Cristóvão reuniram-se numa sala do Colégio Estadual Deputado Elísio Carmelo para tratar do tema de maio: Gravidez na adolescência, perante um público formado por estudantes. Maria Gloria, coordenadora, pesquisou e selecionou textos de uma oficina de produção poética proposta pela professora Marcia Regina, do EMEF Monte Cristo, de Porto Alegre. Esta reuniu alunos das turmas C20, C21, C22 e fez oficina de textos poéticos em 2008. Os contadores Thiago Fragata, Maria Rita, Eliene Marcelo, Rose Mary e convidadas: Jória Dias e Aliane Barroso revezaram-se na leitura dos trabalhos.

Segue textos e imagens da Roda de Leitura de São Cristóvão "Gravidez na adolescência": 

ADOLESCENTE GRÁVIDA
A adolescência é uma fase bastante conturbada na maioria das vezes, em razão das descobertas, das ideias opostas às dos pais e irmãos, formação da identidade, fase na qual as conversas envolvem namoro, brincadeiras e tabus. É uma fase do desenvolvimento humano que está entre infância e a fase adulta. Muitas alterações são percebidas na fisiologia do organismo, nos pensamentos e nas atitudes desses jovens.
A gravidez é o período de crescimento e desenvolvimento do embrião na mulher e envolve várias alterações físicas e psicológicas. Desde o crescimento do útero e alterações nas mamas a preocupações sobre o futuro da criança que ainda irá nascer. São pensamentos e alterações importantes para o período.
Adolescência e gravidez, quando ocorrem juntas, podem acarretar sérias consequências para todos os familiares, mas principalmente para os adolescentes envolvidos, pois envolvem crises e conflitos. O que acontece é que esses jovens não estão preparados emocionalmente e nem mesmo financeiramente para assumir tamanha responsabilidade, fazendo com que muitos adolescentes saiam de casa, cometam abortos, deixem os estudos ou abandonem as crianças sem saber o que fazer ou fugindo da própria realidade.
O início da atividade sexual está relacionado ao contexto familiar, adolescentes que iniciam a vida sexual precocemente e engravidam, na maioria das vezes, tem o mesmo histórico dos pais. A queda dos comportamentos conservadores, a liberdade idealizada, o hábito de “ficar” em encontros eventuais, a não utilização de métodos contraceptivos, embora haja distribuição gratuita pelos órgãos de saúde públicos, seja por desconhecimento ou por tentativa de esconder dos pais a vida sexual ativa, fazem com que a cada dia a atividade sexual infantil e juvenil cresça e consequentemente haja um aumento do número de gravidez na adolescência.
A gravidez precoce pode estar relacionada com diferentes fatores, desde estrutura familiar, formação psicológica e baixa autoestima. Por isso, o apoio da família é tão importante, pois a família é a base que poderá proporcionar compreensão, diálogo, segurança, afeto e auxílio para que tanto os adolescentes envolvidos quanto a criança que foi gerada se desenvolvam saudavelmente. Com o apoio da família, aborto e dificuldades de amamentação têm seus riscos diminuídos. Alterações na gestação envolvem diferentes alterações no organismo da jovem grávida e sintomas como depressão e humor podem piorar ou melhorar.
Para muitos destes jovens, não há perspectiva no futuro, não há planos de vida. Somado a isso, a falta de orientação sexual e de informações pertinentes, a mídia que passa aos jovens a intenção de sensualidade, libido, beleza e liberdade sexual, além da comum fase de fazer tudo por impulso, sem pensar nas consequências, aumenta ainda mais a incidência de gestação juvenil.
É muito importante que a adolescente faça o pré-natal para que possa compreender melhor o que está acontecendo com seu corpo, seu bebê, prevenir doenças e poder conversar abertamente com um profissional, sanando as dúvidas que atordoam e angustiam essas jovens.
Texto de Giorgia Lay-Ang, leitura compartilhada pelos alunos do Colégio Estadual Deputado Elísio Carmelo.

GRAVIDEZ NA ADOLESCÊNCIA

Conheci uma menina faceira
Mas alguém, brincando a seduziu
E a deixou... A brincadeira sumiu...
Só ficaram as bonecas na esteira...

A menina, os brinquedos, deixou
Para esperar o seu bebe nascer,
Situação que a fez chorar e sofrer,
Dedicou-se ao filho, amamentou...

Defrontou-se com o ser mulher
Cumprindo a genética herança...
Mesmo sendo ainda criança
Corajosa, foi se mantendo na fé...

Sem insistir nunca mais fez
As brincadeiras da adolescência,
A trabalhar sem complacência
Esperando ser feliz outra vez!

Poesia de Ibernise M. Moraes Silva, leitura de Eliene Marcelo.

A UMA ADOLESCENTE GRÁVIDA


Guardas-te à fortuna, em teu ventre
Carregas uma coisa sem valor.
Eu sei que ainda é apenas a semente
Que regas de uma exuberante flor.

Espero que teu pranto, de repente,
Não seja o prelúdio de uma dor
Entre a tua vida e a de um inocente
Em que tu decidiste o vencedor.

É bom que penses que a vida é ouro
Que, estando nos teus braços, vale mais
Do que o maior de todos os tesouros.

Pra aquele, cuja vida tu prescreves,
Entre o carrasco e o sublime estás.
E além te cobrarão o que tu deves.

Poesia de Geraldo Altoé, leitura de Jória Dias.

DESCUIDO

Sou fruto de um descuido
Ato feito impensado
Mas que a partir de agora
Terá que ser
Tratado com cuidado
Gostaria de ter
Sido planejado
Mas por descuido
Vim sem ser convidado
Não sei se vou ter nome
Ou se vou ser abortado
Mas no fundo eu gostaria
De ser tratado com carinho
Amor e cuidado.

Poesia Márcia Regina Ribeiro, leitura de Rose Mary Barbosa.

UMA CRIANÇA AQUI DENTRO CHORA

Estou aqui dentro
No ventre de minha mãe
Laços fortes nos unem
Sinto o amor que ela me transmite
Mas também sinto
Que por minha mãe
Não ter me planejado
Eu não seja algo que a deixe tão feliz
Mamãe terá que parar
Com suas festas
E ter que me cuidar
Serei um peso que para sempre
Ela irá levar
Talvez não seja tudo isso
Pois com o tempo
Ela vai acostumar
E quem sabe ela deva me amar
Pois ser mãe
É algo que mesmo que ela não
Queira, para sempre será.

Poesia de Márcia Regina Ribeiro, leitura de Maria Rita.

A CAMISINHA

Eu sempre transava
Sem camisinha
Transei com tantas gurias,
Mas a que eu engravidei
Era a minha vizinha.

No dia em que ele nasceu
Eu assumi,
Mas eu tinha feito
Tantas coisas erradas
Que me dava vontade
De sumir.

Na hora que tu tá
Fazendo amor
Tu só pensa no prazer
E não pensa em usar
Camisinha e nem
No filho que
Pode trazer...

Poesia de Márcia Regina Ribeiro, leitura de Thiago Fragata.

MÃE – MENININHA

Sou
Mãe menininha
Aninho o rebento
Quem me nina?
Aqui sozinha
Não sei se aguento
Tanto arrependimento
Quem me aninha?
Assim menina
Rebento em lamento
Foi-se a minha criancinha
E que outra é essa aqui
Que eu amamento?

Poesia Márcia Regina Ribeiro, leitura de Maria Gloria.

TUDO MUDOU
O que aconteceu?
Da noite para o dia,
O meu mundo mudou
Meu futuro acabou,
Minha barriga cresceu,
E a infância desapareceu.

A mãe...
Agora sou eu
E o pai...
Desapareceu!

- Meu filho...
Vou te dar amor
Vou te dar de mamar.
- Você
Vai me dar alegria
- E eu
Para sempre vou te amar!

Poesia Márcia Regina Ribeiro, leitura de Aliane Barroso.


GALERIA DE IMAGENS
Descontração após a roda: ao fundo fardados os alunos, no primeiro plano, os conadores: Thiago Fragata, (Rose Barbosa e Eliene Marcelo - de pé), Aliane Barroso, Jória Dias (de pé), Maria Gloria e Maria Rita
Eliene Marcelo realizando leitura de "Gravidez na adolescência"

Thiago Fragata realizando leitura de "Camisinha"

Exposição "Cédulas, moedas e selos brasileiros: Memória e História na palma da mão"




O Museu Histórico de Sergipe, unidade da Secretaria de Estado da Cultura, cumprindo o seu papel institucional de difusor cultural e promotor de ações educativas, convida você para o lançamento da Exposição Temporária Cédulas, moedas e selos brasileiros: Memória e História na palma da mão, na próxima terça, 5/6, às 11:00 horas.

As cédulas, moedas e selos nos remetem a uma viagem que tem início no Brasil Colônia e perdura até os nossos dias, construindo neste percurso um surpreendente mosaico de personagens notáveis, símbolos da fauna e flora, do patrimônio e gente brasileira. A mostra oferece aos visitantes a oportunidade de adentrar nesse universo numismático e apreciar exemplares raros de cédulas e moedas brasileiras, do colecionador Waldemar Fontes Neto.

Os selos ou o incentivo da filatelia (coleccionismo dessas miniaturas trabalhadas no papel) fazem parte da mostra como prova do compromisso social dos Correios.

VOCÊ TEM ALGUMA COLEÇÃO E GOSTARIA DE EXPOR?

O Museu Histórico de Sergipe abre suas portas para coleções pessoais (aquelas que todos nós fazemos: cartões, gibis, bonecos, CD’s, etc) nos dias 16 e 17 de Junho, disponibilizando espaço exclusivo para essas coleções.

Você é colecionador e deseja expor? Interagir com outros colecionadores? Então telefone para (79) 3261-1435, no horário de funcionamento: terça a domingo, das 10:00 às 16:00 horas.

Você também pode enviar e-mail para
museu.sergipe@cultura.se.gov.br

Carlos Braz - Curador

São Cristóvão é simpática, sim senhor!*

Dandão - Brincante da Caceteira, do Carnaval e trabalhador sancristovense



Thiago Fragata**

Marcos Cardoso, Secretário de Comunicação de Aracaju, ainda não havia expressado sua opinião acerca da contenda territorial envolvendo São Cristóvão e Aracaju pelo direito de gestão dos povoados Mosqueiro, Areia Branca, Robalo, “um naco de terra”, segundo ele. Na semana passada, aproveitou a decisão do presidente do Tribunal Regional Federal da 5ª Região (TRF-5), desembargador Paulo Roberto de Oliveira Lima, devolvendo a região à Capital e formulou um parecer marcado por uma “idiossincrasia romana” que inspirou esse historiador a escrever essas linhas. Seu texto me fez lembrar a minha graduação, onde aprendi que os legisladores da antiga Roma imperialista fundamentavam no Direito as invasões de territórios “bárbaros”. Era um esforço de “civilizar” e levar “felicidade” ao povo carente, na sua ignorância, de ascender à posição de súdito e gozar das beneses da pax romana e/ou do seu modus vivendus. Vejamos o que diz seu artigo.

Intitulado “São Cristóvão é um município simpático” reconhece a beleza e importância do patrimônio cultural do lugar, focado na arquitetura secular dos seus templos religiosos e sobrados, das suas praças dentre as quais a bela São Francisco, chancelada Patrimônio da Humanidade pela UNESCO, além do pioneirismo do Cristo Redentor. Em seguida, procura explicar a sina do atraso ou a “síndrome de João Bebe-Água”, calcada nas lamúrias em razão da perda do status de capital e da falta de uma alavanca progressista que reverta a condição de cidade-dormitório, que se transformou após a falência das fábricas têxteis na década de 1970.

Observa o ilustre secretário que a cidade não é feliz, por isso sofre, e diagnostica o mal. Primeiro, afirma que na sua História “faltam cidadãos ilustres”, figurando tão somente passageiros bem sucedidos como o médico Lourival Baptista, o industrial Augusto Franco, Cristóvão de Barros, o seu fundador. Segundo, pela sua classe política que se revelou nas últimas décadas um bando de gestores corruptos ou que se deixaram corromper à frente do Executivo. A sua conclusão é dedicada ao caso do Mosqueiro e arrabalde, território de significativos investimentos da prefeitura de Aracaju; investimentos estes convertidos em escolas, postos de saúde, orla, que representam a festejada qualidade de vida aracajuana. Para ele, os benefícios justificam a decisão do desembargador Paulo Roberto de Oliveira Lima, e deve acalmar o povo da região, que abandonado pelos gestores sancristovenses vislumbram uma dupla felicidade: usufruir dos serviços que conferem dignidade e morar numa capital como Aracaju.

No seu desejo de minimizar qualquer importância ocupada por São Cristóvão, Marcos Cardoso informa que a cidade foi capital por pouco mais de 30 anos, contando da emancipação política de Sergipe da Bahia em 1820 até o ano da Mudança da Capital, 1855. Esclareço que por volta de 1820 foi expedido um decreto imperial “confirmando” a condição da cidade-sede do poder governamental. Mas São Cristóvão foi fundada em 1590 para “sediar” a Capitania de Sergipe D'El Rey e manteve essa posição até o ato da Mudança da Capital, assim perfazendo 265 anos.

Quanto à falta de ilustres sancristovenses na memória do jornalista que é escritor e um bom pesquisador, penso seja brincadeira. Desconfio que ele tenha folheado o Dicionário Bio-bibliográfico de Armindo Guaraná. Cito a obra porque é referência e tratasse de um conjunto de biografias de ilustrados sergipanos que citam 53 sancristovenses; adendo, Guaraná nasceu em São Cristóvão. Não tenho espaço para falar da formação e títulos de tanto ilustrados, citarei os mais conhecidos, aqueles que têm nome gravado nas vias da Capital: jornalista Apulcro Motta, Ivo do Prado, Pereira Lobo que foi governador; Siqueira de Menezes, que além de Governador teve atuação marcante na vitória da Guerra de Canudos; Ananias de Azevedo, Manuel Dantas, José Augusto Garcez, este considerado pai da museologia sergipana; Frei Santa Cecília, que deu música ao hino sergipano.

Pra mim é difícil continuar lista de nomes dos tais ilustres, pois a cada dia procuro pesquisar os populares, os anônimos destituídos desta pretensa representatividade social cobrada pelo ilustrado Secretário de Comunicação de Aracaju. Contrariando seu ponto de vista, para mim os trabalhadores das granjas, das feiras, das empresas que vendem água, da pesca, da agricultura, enfim, os honoris causa, é que fazem de São Cristóvão um município simpático, sim senhor.

Acredito que a solução jurídica para o imbróglio gerado a partir da área litigada entre São Cristóvão e Aracaju seja o plebiscito. Com a expressão “plebiscito já!” gostaria de afrontar o discurso romano do Secretário de Comunicação de Aracaju, Marcos Cardoso. Plebiscito é uma votação onde o povo escolhe, expressa o seu desejo. A palavra vem de plebe, povo, que era o sustentáculo do poder tanto na antiga Roma quanto na atual democracia. Sabemos que por muito tempo a participação do povo foi menosprezada em sua importância tanto na construção das realidades quanto na sustentação do poder instituído.

Sem mais delongas, espero que o Supremo Tribunal Federal (STF) possa agilizar um plebiscito. Assim o povo decidirá sobre a jurisdição dos povoados de Mosqueiro, Robalo e Areia Branca, pois nunca o aludido discurso romano irá concluir “dê a Aracaju o que é de Aracaju e a São Cristóvão o que é de São Cristóvão”.

* Publicado no JORNAL DO DIA. Aracaju, 24 de maio de 2012, p. 2.


**Thiago Fragata é graduado em História pela UFS, especialista em História Cultural pela mesma instituição e diretor do Museu Histórico de Sergipe (MHS). Email: thiagofragata@gmail.com
 

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