terça-feira, 21 de maio de 2019

PROCISSÃO DE CORPUS CHRISTI EM SÃO CRISTÓVÃO/SE: POSSIBILIDADES DE TURISMO DE EXPERIÊNCIA E EDUCAÇÃO PATRIMONIAL




A Procissão de Corpus Christi (Corpo de Cristo) é realizada desde o século XIII, mais precisamente em 1269. Neste ano o sacerdote Pedro de Praga, da Boemia, estava angustiado por dúvidas sobre a presença de Cristo na Eucaristia, numa liturgia viu a hóstia branca transformou-se em carne viva. Em Roma, o Papa Urbano IV pediu para que os objetos fossem levados para Oviedo em uma grande procissão, e foi nesse momento que a festa de Corpus Christi foi decretada. A Festa de Corpus Christi começou, de fato, na diocese de Liège, na Bélgica, por iniciativa da freira Juliana de Mont Cornillon que mobilizou comunidade e artistas. 

No Brasil, a procissão se realiza desde os tempos coloniais nas principais cidades. A Procissão de Corpus Christi é um evento que tem origem e fundamento católico. Assim como as igrejas antigas algumas atividades religiosas foram patrimonializadas, ou seja, passaram a figurar como manifestação do universo cultural e identitário das cidades. Portanto, patrimonializar é um movimento que supera bens ou eventos que a princípio eram restritos. Faz muito bem os governos, a exemplo da Prefeitura Municipal de São Cristóvão/SE, em apoiar este evento, fomentando Arte, Educação Patrimonial e o Turismo. 


A Procissão de Corpus Christi assim como a Procissão do Fogaréu, da quinta-feira da Semana Santa, também de São Cristóvão, supera o sentido religioso – aquilo que os católicos chamariam catequese. Pertinente lembrar que toda instituição pública no Brasil é laica e deve se comportar dentro deste princípio constitucional republicano. 

Segue sugestões de abordagem da Procissão de Corpus Christi na perspectiva turística, artística ou educativa: 

DICA 1 - TURISMO DE EXPERIÊNCIA NO CORPUS CHRISTI

A modalidade do Turismo de Experiência é nova em Sergipe, assim como o Turismo de Base Comunitária. Consiste em apresentar/envolver grupos de alunos/turistas em práticas, lugares, sensações. É ampliar a ideia de conhecer; conhecer deixa de ser visualizar e/ou comprar; a meta é aprender e apreender, fazer junto, fazer amizade com outros. Enfim, sentir o lugar ou experimentá-lo. 

DICA 2 - EDUCAÇÃO PATRIMONIAL NO CORPUS CHRISTI

Muito se fala em Educação Patrimonial, geralmente nas cidades coloniais de arquitetura barroca e museus. Oportuno esclarecer que Educação Patrimonial faz-se em qualquer cidade que tenha manifestações culturais. A Procissão de Corpus Christi é uma fantástica oportunidade de trabalhar a Educação Patrimonial nas escolas, seja num grande projeto de mobilização e coleta de material para os tapetes (antes do dia D), seja numa ação de envolvimento com alunos na confecção do grande tapete. Este ano o Corpus Christi acontecerá no dia 20 de junho.


Comunidade, artistas e turistas irmanados na procissão de Corpus Christi. Foto: Marcio Garcez

terça-feira, 14 de maio de 2019



AULA 1 - 15 MAIO - TEMA: FUNDAÇÃO DE SERGIPE (1575/1637)

AULA 2 - 29 MAIO - TEMA: INVASÃO HOLANDESA (1637/1645)



QUEM É THIAGO FRAGATA?

Especialista em Historia Cultural e graduado em História pela Universidade Federal de Sergipe (UFS).
Poeta e escritor premiado no Concurso Nacional de Redação para Professores organizado pela Academia Brasileira de Letras e Folha Dirigida (2003). Um dos autores do dossiê que candidatou a Praça São Francisco para lista de Patrimônio da Humanidade (2006), recebendo a comenda da Ordem Aperipê em 2011 por conta do seu destacado papel no processo.
Publicou “São Cristóvão poética e xilogravada” (2015), em parceria com Nivaldo Oliveira. É Professor da Rede Estadual de Educação de Sergipe (SEED/SE); tem artigos publicados na imprensa e revistas especializadas; entrevistas concedidas para diversas emissoras do país.
Membro do Instituto Histórico e Geográfico de Sergipe (IHGSE). Foi diretor do Museu Histórico de Sergipe (2009/2014), oportunidade que a instituição conquistou o Prêmio Rodrigo Mello Franco de Andrade (IPHAN), pelo seu Programa Educativo, em 2013.
Recebeu o Mérito Cultural FASC (Festival de Arte de São Cristóvão) no ano de 2018 pelos serviços relevantes prestados na realização do evento.
Atual Presidente da Academia Sancristovense de Letras e Artes (ASCLEA) e Diretor de Cultura e Arte da Fundação Municipal de Cultura e Turismo João Bebe-Água (FUNDACT/PMSC).

quinta-feira, 2 de maio de 2019

VOLTA SECA EM SÃO CRISTÓVÃO/SE - I




Por Thiago Fragata*

Perverso, temido e famoso cangaceiro do bando de Lampião. O próprio Virgulino Ferreira da Silva ensinou o jovem Antonio dos Santos a manusear o parabellum e batizou-lhe como Volta Seca. Contava 11 anos de idade quando encontrou 2 cangaceiros em Guloso, povoado de Antas, na Bahia, em dezembro de 1928. “Guloso estava reservado pelo destino pra mim”, declarou. Antes de tudo isso, antes mesmo de encontrar o cangaço, o menino Antonio esteve em São Cristóvão... (continua)


Artigo completo publicado no Jornal Tribuna Sergipe Del Rey, maio 2019. Assine com Edcarla Soraia, mande email: edsoraia@gmail.com 

OBS: você pode receber qualquer artigo de Thiago Fragata em PDF mediante pagamento de taxa de serviço R$ 30,00. Mande recibo para e-mail: thiagofragata@gmail.com